7 de outubro de 2020 - 17:39

Atualizado em 13 de outubro de 2020 - 15:11

Inteligência Emocional: Quer aumentar a sua? – Parte II

Por Alexsandra Dário e Marta Cordeiro

Inteligência Emocional: Quer aumentar a sua? – Parte II

Este é o segundo artigo de uma série de quatro. Estamos abordando o assunto Inteligência Emocional por abordagens diferentes. Se você ainda não leu o primeiro artigo da série, corra lá! Ele vai te ajudar nesta jornada de desenvolvimento para um emocional mais inteligente.

 E agora vamos contar com Daniel Goleman, o criador da expressão “Inteligência Emocional”, para aprender algumas práticas que te levarão a percorrer este caminho mais facilmente.

Ele diz que precisamos de 5 habilidades. São elas:

Você pode interpretar estas habilidades como um passo a passo para treinar. O ideal é começar aos poucos e nesta mesma ordem que o autor descreveu.

  1. Conhecer as próprias emoções
  2. Lidar com as emoções
  3. Motivar-se
  4. Reconhecer as emoções nos outros
  5. Lidar com relacionamentos – autocontrole e empatia

A primeira habilidade, que é conhecer as próprias emoções, pode ser treinada e incorporada, com alguns exercícios. Você pode primeiro se propor a prestar mais atenção nas suas emoções. Repare quando estiver com elas em desequilíbrio. E se pergunte: o que está me incomodando? Como posso nomear esta emoção? É tristeza? É raiva? É ansiedade? Angústia?

Quando começamos a “nomear” as emoções, passamos a aumentar a percepção sobre elas.

Após um evento aonde suas emoções ficaram fora de controle, faça uma análise. O que provocou este desequilíbrio das minhas emoções? Consigo identificar o fator provocador? O que senti? E sobretudo, qual o resultado desta situação. Seu cérebro precisa saber com clareza se o resultado foi negativo. Quando identificamos isso claramente, nos damos conta que nós mesmos somos prejudicados.

Depois de treinar identificar mais as emoções e o que faz o disparo delas, você pode passar para o segundo passo. Lidar com as emoções.

Se você já sabe o que é o “gatilho”, que provoca suas emoções, pode começar a identificá-lo e fazer um exercício que chamamos de “esfriamento”. Sair um pouco do ambiente e tomar uma água, por exemplo. Conversar com um amigo, ou colega de trabalho, caminhar um pouco… Simples assim mesmo. Isso dá tempo para toda a química produzida no seu corpo diminuir de intensidade. Assim você poderá dar uma resposta para a situação, que será mais produtiva para você e para os outros.

A terceira habilidade que é motivar-se, tem a ver com colocar todas as emoções a serviço de uma meta. Assim você conseguirá ter mais foco, controle, e criatividade. Acredite! Até a raiva pode ser utilizada como energia criativa.

A quarta habilidade é reconhecer as emoções nos outros. A partir do momento que você já fez o exercício de conhecer as suas próprias emoções, terá mais facilidade de reconhecer as dos outros. Se proponha a observar mais. Pode ser fascinante aprender mais sobre o mecanismo emocional. Se você tiver intimidade com a pessoa, pergunte: o que exatamente está sentindo? Além de estar cumprindo com seu treino, poderá ajuda-la a se perceber melhor também.

Lidar com relacionamentos, a quinta habilidade é a cereja do bolo para aumentar a sua Inteligência Emocional. Vivemos em relação. Se aprendemos a lidar melhor com as emoções das outras pessoas, tornamos nossos relacionamentos mais saudáveis e equilibrados. Isso alimenta nosso coração. O exercício aqui, considerando que você já treinou os passos anteriores, consiste em ter suas emoções bem gerenciadas e ser empático. Empatia é uma prática que parece simples, mas não é tanto. Este é um tema que com certeza merecerá um novo artigo! Mas ela consiste em mergulhar no mundo do outro por alguns instantes, procurar compreender como ele pensa e sente. E conectar-se verdadeiramente com ele durante este momento. Quando digo momento, é porque não faz parte da empatia sofrer junto com o outro, e nem carregar o sofrimento dele com você. Se você faz isso, nem pode ajudá-lo. Use frases empáticas, como “entendo… compreendo… se estivesse no seu lugar, estaria me sentindo da mesma forma…”.

E pergunte: “Como posso ajudar? Tem algo que eu possa fazer? “. Talvez a pessoa só precise que você escute, com presença. De verdade.

A crença de que Inteligência Emocional consiste em somente controlar mais suas emoções está longe de ser verdade. Agora que você já ampliou sua visão a respeito do conceito, vamos à prática! Neste artigo, você já tem vários exercícios para praticar. Bom trabalho!

Artigo escrito por Marta Cordeiro de Mello, Co-fundadora da Felicitie Inspirando Pessoas.

Site: www.felicitie.com.br – Instagram @felicitie_inspirando_pessoas