Coronavírus

Paraná vai produzir vacina russa contra Covid-19 no Brasil

O acordo para produção da vacina russa contra a Covid-19 no Paraná será assinado pelo governador Ratinho Júnior e pelo embaixador da Rússia na quarta-feira

Gabriel
Gabriel Azevedo
Paraná vai produzir vacina russa contra Covid-19 no Brasil
(Foto: Divulgação/Agência Brasil)

11 de agosto de 2020 - 11:01 - Atualizado em 11 de agosto de 2020 - 11:38

O Governo do Paraná vai assinar na quarta-feira (12) um convênio com a Rússia para fabricação da vacina Sputnik V no Brasil.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira (11) que o país tornou-se o primeiro do mundo a dar aprovação regulatória para uma vacina contra a Covid-19 depois de menos de dois meses de testes em humanos, uma medida exaltada por Moscou como prova de sua coragem científica.

O acordo entre a Rússia e o Paraná será assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD) e pelo embaixador da Rússia no Brasil, Andrei Petrov.

O acordo prevê que o Paraná poderá testar, produzir e distribuir a vacina da Rússia.

Após o pacto, o Governo do Paraná pretende compartilhar o protocolo russo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que a agência libere todas essas etapas.

A vacina Sputnik V foi desenvolvida pela estatal russa Instituto Gamaleya de Epidemiologia e Microbiologia, em Moscou, em conjunto com o Ministério da Defesa da Rússia.

A vacina foi anunciada após menos de dois meses de ser testada em humanos. As autoridades russas disseram que têm planos de iniciar uma vacinação em massa em outubro.

Vacina da Rússia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e as autoridades de saúde da Rússia estão discutindo o processo para uma possível pré-qualificação pela OMS da recém-aprovada vacina contra covid-19 do país, disse um porta-voz do órgão nesta terça-feira.

A vacina russa não está listada entre as vacinas analisadas pela OMS. Além disso, no último relatório da OMS sobre as vacinas, de 31 de julho, a vacina russa ainda aparece na fase 1 pelos critérios da organização. O último estudo divulgado mostra que a vacina russa havia sido testada em 38 pessoas. Para a fase 2, seriam necessários testes em centenas de pessoas e, para a fase 3, em milhares de pessoas.

“Estamos em contato próximo com as autoridades de saúde russas e as discussões estão em andamento no que diz respeito à pré-qualificação a vacina. Mas, novamente, a pré-qualificação de qualquer vacina envolve análise e avaliação rigorosas de todos os dados de segurança e eficácia requeridos”, disse o porta-voz da OMS Tarek Jasarevic em Genebra.

A Rússia decidiu registrar a vacina mesmo antes da última etapa de testes, a fase 3. Os responsáveis ainda não divulgaram detalhes sobre seus testes, como acontece com as outras vacinas. Novas fases de teste começam nesta semana, segundo o governo russo.

Vacina contra covid-19 no Paraná

No fim de julho, o Governo do Paraná assinou um termo de cooperação técnica e científica com a China para iniciar a testagem e a produção de vacina contra a Covid-19 no Estado, por meio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). A expectativa é que o processo possa começar ainda no mês de agosto.

Além de passar a integrar o processo de testagem da Sinopharm, o acordo garante ao Estado acesso ao resultado das duas primeiras fases de testagem. Segundo o laboratório, os processos iniciais, já encerrados, tiverem 100% de positivação e sem reação adversa grave.

Na semana passada, a Assembleia Legislativa do Paraná repassou R$ 100 milhões para garantir a compra de algumas unidades de vacinas no estado.