Coronavírus

TCE-PR vai repassar R$ 20 milhões ao Estado para combater efeitos da pandemia

Segundo Fabio Camargo, presidente do TCE-PR, os R$ 20 milhões que serão devolvidos ao tesouro estadual resultam da diretriz de economia implantada pelo Tribunal de Contas nesta gestão

Redação RIC Mais
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TCE-PR vai repassar R$ 20 milhões ao Estado para combater efeitos da pandemia
(Foto: Divulgação/ Wagner Nogueira)

26 de abril de 2021 - 14:56 - Atualizado em 26 de abril de 2021 - 14:56

O Tribunal de Contas do Paraná vai repassar R$ 20 milhões ao cofre do Estado para auxiliar no enfrentamento aos efeitos da pandemia da Covi-19. “A intenção é fazer outros repasses ao longo deste ano”, anunciou o presidente da Corte, conselheiro Fabio Camargo. “Tenho certeza de que esses recursos vão ajudar os paranaenses, seja em forma de vacina ou outra destinação que o governo optar.”

O anúncio do repasse foi feito pelo presidente do TCE-PR ao governador Carlos Massa Ratinho Júnior. Camargo estava acompanhado pelo diretor-geral, Evandro Arruda; o diretor de Gabinete da Presidência, Karlos Kohlbach; e o diretor financeiro do Tribunal, Edemilson Pego.

Segundo o presidente, os R$ 20 milhões que serão devolvidos ao tesouro estadual resultam da diretriz de economia implantada pelo Tribunal de Contas nesta gestão. “Os recursos são resultados de um contingenciamento feito por toda a Casa nestes primeiros meses de gestão. Agradeço aos servidores, diretores, coordenadores, procuradores do Ministério Público de Contas, conselheiros substitutos e aos colegas conselheiros.”

“Além desta prática interna, por meio de ações de fiscalização e de capacitação, também estamos auxiliando os nossos jurisdicionados a utilizar da melhor forma possível os escassos recursos para atender as necessidades da população, que cresceram de forma exponencial durante a pandemia”,

disse Camargo.

Contenção de despesas

O diretor financeiro, Edemilson Pego, explicou que a devolução de R$ 20 milhões ao cofre estadual não comprometerá o planejamento orçamentário do TCE-PR para este ano porque, segundo o õrgão, uma prática rigorosa de contenção de despesas discricionárias foi aplicada e trouxe uma economia média de cerca de R$ 5 milhões mensais.

Neste rol estão os gastos com manutenção de instalações e custeio das atividades do Tribunal e também com viagens de equipes de fiscalização ao interior do Estado. Desde a decretação do estado de calamidade pública devido ao novo coronavírus, em março de 2020, o TCE-PR adotou como regra o trabalho remoto de seus servidores e membros, situação que reduziu o consumo de água, energia elétrica, produtos de higiene e limpeza, entre outros insumos.

As viagens para a realização de fiscalizações presenciais nos municípios paranaenses estão proibidas, o que gerou parte da economia.

Solidariedade

Além da Diretoria Financeira, a devolução de recursos ao Estado recebeu pareceres favoráveis do Ministério Público de Contas (MPC-PR), da Diretoria Jurídica (Dijur) e da Controladoria Interna do TCE-PR.

“Trata-se, sem dúvida, de postura altiva e comprometida da administração desta Corte, que vem implementando, com absoluto sucesso, medidas de economia dos recursos públicos sob sua gestão e, com o repasse, propiciará o seu direcionamento a políticas tão necessárias no atual contexto de crise fiscal, decorrente da emergência sanitária provocada pelo novo coronavírus”,

escreveu a procuradora-geral do MPC-PR, Valéria Borba.

Em parecer favorável ao repasse, a Diretoria Jurídica enfatizou a importância dos recursos transferidos para o enfrentamento à excepcional situação de emergência em saúde pública e para a retomada da economia do Paraná. “O ato em questão, indubitavelmente, pauta-se na solidariedade e demonstra a necessária harmonia e cooperação entre os Poderes do Estado”, escreveu o diretor jurídico, Gustavo von Bahten, no documento.

Ele também destacou o fato de que, ao longo de 2020, o Tribunal de Contas já havia repassado R$ 28 milhões ao cofre estadual, com o mesmo objetivo de auxiliar no enfrentamento à pandemia da Covid-19. Esse repasse também foi feito com lastro em superávit financeiro de exercícios anteriores.

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