Coronavírus

Secretaria de Saúde do Paraná pede atenção para variantes do coronavírus mais transmissíveis

Novas variantes já foram identificadas em Manaus e no Rio de Janeiro; pacientes com histórico de viagem para áreas consideradas de risco devem ter seus exames enviados ao Laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro, para que o sequenciamento genômico viral possa ser realizado

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações da AEN
Secretaria de Saúde do Paraná pede atenção para variantes do coronavírus mais transmissíveis
Foto: REUTERS/Bruno Kelly

25 de janeiro de 2021 - 16:37 - Atualizado em 25 de janeiro de 2021 - 16:44

A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) divulgou nesta segunda-feira (25) uma nota orientativa com medidas para prevenção da disseminação de variantes do novo coronavírus no Paraná. 

As recomendações, aprovadas pelo Centro de Operações de Emergências (COE), têm o objetivo de informar e preparar profissionais para estas ocorrências.

Segundo a Nota Orientativa número 01/2021, devido ao alto poder de transmissão das variantes, é de grande importância que pessoas que venham dos locais onde já foram identificadas as novas cepas do novo coronavírus, e considerados de risco, sejam orientadas a ficarem em quarentena

Além disso, a Sesa pede que seja dada atenção especial à investigação clínica de pacientes suspeitos de covid-19, com histórico de viagem ao exterior ou ao território nacional nos últimos 14 dias. A nova variante já identificada em Manaus possui duas mutações. Outras variantes também foram identificadas na África do Sul e na cidade do Rio de Janeiro.

“O Paraná está atento a estes casos, alertando e orientando os profissionais que atuam na área da saúde, principalmente em relação a informações sobre procedência do paciente que busca os serviços de saúde. São dados fundamentais e que devem constar na ficha de investigação epidemiológica dos Sistemas de Informação Notifica covid-19”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Assim que o paciente é identificado como vindo de áreas onde a variante está circulando deve ser encaminhado para coleta de amostras, que são feitas separadamente e enviadas ao Laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a identificação da nova variante se deu por meio de sequenciamento genômico viral, após ser observado aumento de mais de três vezes na taxa de notificação de casos no Reino Unido, em uma única semana, no mês de dezembro. Resultados preliminares de estudos sugerem que a variante é significativamente mais transmissível, com um aumento estimado de até 70%.

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