Coronavírus

Parlamentares discutem testagem em massa para conter a pandemia no Paraná

O Paraná estuda a utilização dos testes rápidos para detecção do antígeno viral para fortalecer o rastreio, monitoramento e isolamento de contatos relacionados à Covid-19

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações da Alep
Parlamentares discutem testagem em massa para conter a pandemia no Paraná
(Foto: José Fernando Ogura/AEN)

10 de junho de 2021 - 15:11 - Atualizado em 10 de junho de 2021 - 15:11

Durante esta quinta-feira (10), em reunião da Frente Parlamentar do Coronavírus da Assembleia Legislativa do Paraná, parlamentares debateram a necessidade da testagem em massa para detectar o vírus da Covid-19.

Com o objetivo de fortalecer o rastreio, monitoramento e isolamento de contatos relacionados à Covid-19, o Paraná estuda a utilização dos testes rápidos para detecção do antígeno viral SARS-CoV-2. O teste portátil detecta o antígeno do vírus por meio da coleta de amostra de secreção respiratória (nasofaringe) e apresenta o resultado em aproximadamente 15 minutos.

Para enfrentar o pior momento da pandemia, a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) está enviando 85 mil testes rápidos aos municípios do Paraná. Os testes rápidos vão se somar aos mais de 2,7 milhões de exames realizados desde o início da pandemia. O número corresponde a cerca de 23,8% da população do estado, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 11,5 milhões de pessoas (lembrando que uma mesma pessoa pode ter feito mais de um teste). O Paraná está atrás apenas de São Paulo (3.623.703) em números absolutos de testagem, mas proporcionalmente à frente de São Paulo e de outros estados mais populosos como Minas Gerais (749.282), Rio de Janeiro (1.493.253) e Bahia (1.210.396).

“O resultado pelo antígeno é uma das formas de trabalhar as pessoas que circulam, a população economicamente ativa, que usa transporte público, que não fica em casa através de home-office”

defendeu a deputada Michele Caputo, que acredita que esta é uma forma de intervir no processo de contágio.

O diretor-geral da Secretaria Estadual de Saúde (SESA), Nestor Werner Junior, explicou que, no início da pandemia, o estado não tinha capacidade instalada de testagem em larga escala.

“O diagnóstico é fundamental para quebrar a cadeia de contágio. Tivemos a consolidação do Paraná como estado que realiza mais testagem no Brasil. Isso gerou um conhecimento muito grande, fora a economia, chegando a cerca de R$ 300 milhões que puderam ser investidos em outras frentes de enfrentamento da pandemia. A chegada de testes de antígenos para distribuição aos municípios, aumentando a testagem, gera uma economia, pois o teste de antígeno é mais barato. Isso vai ser importante para fazer um rastreamento melhor da pandemia”

explicou Nestor

A iniciativa de testagem em massa tem dado bons resultados em Maringá, no noroeste do Paraná. Marcelo Puzzi, secretário Municipal da Saúde da cidade explicou que o município adquiriu 10 mil testes há cerca de um mês. Com esses testes, aumentou o número de pessoas positivas, demonstrando que havia muitos indivíduos assintomáticos ou com sintomas leves circulando. Ainda de acordo com Puzzi, todos pacientes que testarem positivo serão monitorados através de um software.

A Frente Parlamentar abordou ainda o tratamento dos indivíduos que após saírem do hospital têm sequelas da Covid-19. Neste sentido, Vanessa Suziane Probst, docente do Departamento de Fisioterapia e Clínica Médica da Universidade Estadual de Londrina (UEL), tratou da iniciativa da instituição na recuperação de pacientes no pós-covid.

“Primeiramente, estamos levantando todos os dados dos pacientes internados. Na segunda fase, tratamos da reabilitação ambulatorial. Muitos pacientes vão para casa com muitos sintomas. Isso acende um alerta para que nossos esforços sejam direcionados para a fase de reabilitação. O prejuízo não é só individual, mas para a sociedade”, alertou.

alertou Vanessa

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