Coronavírus

“Muitos jovens intubados”, mortes preocupam região oeste do Paraná

Kamily Fernanda, de 14 anos, Daiane Costa, de 22, e Thalia Kauana, de 23, são algumas das vítimas do doença

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações de Beatriz Frehner da RIC Record TV
“Muitos jovens intubados”, mortes preocupam região oeste do Paraná
Kamily Fernanda, de 14 anos, Daiane Costa, de 22, e Thalia Kauana, de 23, perderam a vida por complicações da covid-19 (FOTO: REPRODUÇÃO/ RIC RECORD TV)

5 de março de 2021 - 11:19 - Atualizado em 5 de março de 2021 - 12:45

A nova onda da pandemia do coronavírus tem colocado o sistema de saúde do Paraná em colapso. Várias cidades chegaram ao limite e as prefeituras pedem, mais do que nunca, a colaboração da população. Somente nos últimos cinco dias, na região oeste, 10 pacientes morreram em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) enquanto aguardavam liberação de leitos.

Mais do que nunca jovens estão entrando para as estatísticas de vítimas da doença. Entre as histórias dramáticas, nesta semana, tia e sobrinha, de 23 e 14 anos, respectivamente, perderam a vida para a covid. As jovens eram moradoras de Clevelândia e estavam internadas desde fevereiro. As familiares morreram em um intervalo inferior a 24 horas.

Já em Cascavel, Daiane Costa, de 22 anos, morreu em um hospital. A jovem era estudante universitária e cheia de sonhos para uma vida que acabou sendo interrompida. 

“A velocidade de contaminação é muito grande, está acometendo mais os pacientes jovens, levando pacientes jovens para ventilação mecânica e UTI. E nós teremos óbitos de pessoas jovens, é só esperar. São muitos jovens intubados nas UTIs, obviamente eles têm uma reserva melhor, vão lutar um pouco mais, mas a gente sabe que alguns vão perder a luta no caminho”, comentou o médico do Consamu, Rodrigo Nicácio.

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Ministro da Saúde em Cascavel

Em visita a cidade de Cascavel nesta quinta-feira (4), Eduardo Pazuello, esteve em UPAs, que estão com pacientes em corredores e recepção, e também no Centro de Vacinação do município. O ministro da saúde alertou que a situação de Cascavel, juntamente com Chapecó, são as mais graves do país e pediu mais conscientização.

“A velocidade da contaminação está muito alta e aí a gente não consegue ter tempo de se estruturar, de aumentar a capacidade de leitos naquele momento. Então é muito importante que a gente mantenha os cuidados individuais, é importante que a gente evite a procura por leitos por outras razões, evitar ações que possam gerar acidentes, para que sobrem mais espaços para pacientes da covid”, declarou Pazuello.

Apesar da solidariedade com a cidade e da liberação de doses extras da vacina, Pazuello não comentou sobre a possibilidade de transferir pacientes para outras cidades. Atualmente, 201 pessoas aguardam por um leito na região oeste do Paraná e 811 em todo o estado.

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