Coronavírus

Irregularidades na fila de vacinação de Apucarana (PR) são apuradas por Comissão Especial

Em segundo depoimento, a falsa enfermeira de Apucarana disse aos parlamentares que não vendeu vacinas. As doses seriam para ela e uma família de conhecidos

Bruna
Bruna Melo / Repórter com informações da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná
Irregularidades na fila de vacinação de Apucarana (PR) são apuradas por Comissão Especial
Foto: MPPR

21 de maio de 2021 - 11:50 - Atualizado em 21 de maio de 2021 - 11:50

Nesta quinta-feira (20), deputados estaduais analisaram possíveis irregularidades na fila de vacinação contra a Covid-19, em Apucarana, norte do Paraná. Foi discutido o caso envolvendo a falsa enfermeira, Silvania Ribeiro, que teria furtado doses de Coronavac e vendido a vacina. Os parlamentares fazem parte da Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Paraná, que foi criada para apurar suspeitas de fraudes na campanha de imunização do estado.

Silvania foi presa na segunda-feira (17) a pedido do Ministério Público do Paraná. Nesta quinta, ela foi ouvida pela Comissão. A suspeita disse que dos frascos encontrados em sua casa eram das doses que ela tomou e as que foram aplicadas em uma família de conhecidos. Ela nega que tenha oferecido para outras pessoas. 

Participaram da reunião os deputados Delegado Francischini (PSL), presidente da Comissão, Delegado Jacovós (PL) e Arilson Chiorato (PT). “A Comissão tem missão de interligar informações entre os órgãos do Estado que investigam esses casos. Temos mais de 800 denúncias de fraudes em fila de vacinação [por todo o estado]”, afirmou Francischini.

A promotoria também apura a participação de agentes públicos na possível fraude. No início da semana, em depoimento na delegacia, Silvania afirmou que o servidor que a convidou para trabalhar tinha conhecimento da sua falta de formação na área. Após essa declaração, o homem, que trabalha há 30 anos na rede pública de Apucarana, foi afastado do cargo e é alvo de uma sindicância.

Na assembleia recente, a falsa enfermeira denunciou ainda que, no local, era comum a vacinação de pessoas de fora do grupo prioritário. Segundo ela, mais de 20 pessoas, com até 40 anos de idade, foram vacinadas em um esquema coordenado pela direção do posto de saúde.