Coronavírus

Hospital Pequeno Príncipe tem recorde de internamentos por Covid

Só nos cinco primeiros meses de 2021, foram 599 casos, com 105 internações e seis óbitos. Quase o dobro do que foi registrado em 2020 inteiro, que teve 331 diagnósticos positivo

Giselle
Giselle Ulbrich
Hospital Pequeno Príncipe tem recorde de internamentos por Covid
Hospital Pequeno Príncipe (Foto: Saúde Business)

9 de junho de 2021 - 23:21 - Atualizado em 9 de junho de 2021 - 23:21

A quantidade de crianças e adolescentes internadas com Covid-19 bateu recorde, pelo segundo dia consecutivo, no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, desde o início da pandemia. Conforme o boletim divulgado nesta quarta-feira (09), 22 crianças estão internadas, quatro delas na UTI. Desde março do ano passado, 11 crianças já morreram no hospital, vítimas da doença.

Devido aos dados alarmantes, o hospital divulgou nesta quarta-feira um balanço dos casos. No segundo ano de pandemia do coronavírus, a instituição constatou o aumento de casos de COVID-19 entre crianças e adolescentes. Só nos cinco primeiros meses de 2021, foram 599 casos, com 105 internações e seis óbitos. Comparado à 2020, de março a dezembro, o Hospital registrou 331 diagnósticos positivos, com 84 internações e cinco mortes.

Os dados revelam que 23% dos pacientes que chegaram com suspeita da doença ao Hospital, entre janeiro e maio de 2021, tiveram o diagnóstico positivo confirmado. No ano passado, esse índice era de 20%. Já as internações, em números absolutos, subiram de 84 em 2020 para 105 até maio de 2021.

Em junho, só nos sete primeiros dias, 20 pacientes já foram internados. Na última terça-feira, dia 8, o Pequeno Príncipe contava com 28 crianças (de 0 a 2 anos) e adolescentes hospitalizados, cinco deles na UTI; a maior parte com o diagnóstico da doença confirmado. Em sua maioria, os pacientes apresentam ao menos uma comorbidade. De acordo com relato dos responsáveis pelas crianças, elas não frequentam a escola.

“O perfil é de criança de mais baixa idade, que ainda não frequenta atividades escolares e adolescentes com comorbidades. Um dos fatores que pode estar aumentando a quantidade de casos de COVID-19 nesta faixa pode estar associado à idade dos pais, que varia de 30 a 50 anos. Hoje, esta é a faixa etária que mais desponta como principal contaminada e, também, o fato de nós começarmos a ter cepas diferentes circulando à medida que a gente demora um pouco mais para vacinar a população”, explica o vice-diretor técnico do Hospital, o infectologista pediátrico Victor Horácio de Souza Costa Junior.

Ciente de seu papel de referência em atendimento pediátrico e na proteção de crianças e adolescentes, o Pequeno Príncipe ressalta a importância de garantir a segurança dos meninos e meninas nesse momento crítico. Algumas dicas que podem ajudar: incentivar o uso de máscara e do álcool, bem como manter o distanciamento social; evitar o convívio familiar com pessoas que não residem no mesmo local; reforçar os cuidados diários de higiene e desinfecção da casa; não levar as crianças às compras, seja no supermercado, lojas de rua ou shoppings; e manter um ambiente domiciliar tranquilo e acolhedor.

Além da adoção dessas medidas preventivas, é importante que as crianças e adolescentes se imunizem contra a gripe (Influenza). O ato de de vacinar-se é um dos procedimentos mais eficazes na defesa do organismo humano contra agentes bacterianos e virais. “A vacinação contra a H1N1 protege contra as formas graves de síndrome respiratória aguda e é um fator importante para evitar que se tenha uma co-infecção da COVID-19”, completa o médico.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.