Coronavírus

Hospital de Clínicas estuda medicamento para tratamento da Covid-19

Medicamento pode barrar a multiplicação dos vírus no organismo.

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações de Eduardo Scola
Hospital de Clínicas estuda medicamento para tratamento da Covid-19
O valor, definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, ficou acima da inflação de 2018, que fechou o ano em 3,75%. Imagem: Dreamstime

25 de março de 2021 - 22:32 - Atualizado em 25 de março de 2021 - 22:32

O Hospital de Clínicas de Curitiba está participando de um estudo internacional, que analisa um medicamento que pode ser eficaz no tratamento de pacientes de Covid-19. O medicamento tem um nome estranho, monopiravir, um antiviral que por enquanto está disponível em quantidade suficiente apenas para o estudo.

Ainda não existe antiviral que combata a multiplicação do vírus da COVID-19 na fase precoce da doença. Por isto o remédio pode se tornar um aliado essencial no combate ao novo coronavírus. Segundo os pesquisadores, o medicamento já se mostrou capaz de ajudar no tratamento de outros tipos de coronavírus, como os que causaram a epidemia de SARS na China (2002-2003) e de MERS (2012), no Oriente Médio.

A cápsula é administrada por cinco dias, de 12 em 12 horas, em pacientes com até nove dias de sintomas. O principal objetivo é parar a multiplicação de vírus no organismo de pacientes infectados, ou que tiveram contato com quem teve a infecção.

A infectologista Mônica Gomes, do HC, e que participa do estudo, contou que após cinco dias de tratamento, as pessoas tomaram o monopiravir não tinham nenhum vírus viável, ou o próprio vírus vivo nas vias respiratórias. Já 24% das pessoas que tomaram o placebo (medicamento falso, sem qualquer ação) tinham vírus viável ou o vírus vivo nas vias aéreas após os cinco dias.

A nova cápsula deve ter a mesma função do Tamiflu, medicamento que foi usado em larga escala na época do surto de gripe A e teve ótimos resultados. “Os antivirais ajudam no controle da pandemia, enquanto não há vacina para todos. E com o monopiravir, temos um medicamento que é administrado facilmente por via oral, que diminui a transmissão viral e auxilia na prevenção de novos casos, junto com a vacina”, explica Mônica.

A pesquisa no HC acompanhou 13 pacientes de Covid-19 na fase 2 dos testes; oito estavam internados e cinco se recuperaram da Covid em casa. A fase 2 ajudou a definir o modo correto de administrar o medicamento nos pacientes. Agora, a meta é aumentar o número de voluntários para 50, quando inicia-se a fase 3 dos testes.

A próxima fase dos estudos  vai dar certeza se o antiviral é eficaz e seguro. 1.500 pessoas ao redor do mundo devem ser acompanhadas, metade com placebo e metade com o medicamento. Porém ainda não é possível saber quando os testes vão ser encerrados, já é necessário atingir a quantidade necessária de pessoas a serem testadas, para avaliar os casos com segurança. Mas a expectativa, diz a infectologista, é que boas notícias cheguem no próximo semestre.

Confira esta boa notícia, completa, na reportagem de Eduardo Scola:

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