Coronavírus

Grandes hospitais de Curitiba e região estão com 100% de lotação nas UTI’s para Covid-19

Caroline
Caroline Berticelli / Editora com reportagem de Thaís Travençoli da RIC Record TV, Curitiba
Grandes hospitais de Curitiba e região estão com 100% de lotação nas UTI’s para Covid-19
Foto: Divulgação

23 de junho de 2020 - 12:38 - Atualizado em 23 de junho de 2020 - 13:12

Quatro grandes hospitais da Grande Curitiba estão com as vagas de Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) destinadas para o tratamento de pacientes graves com Covid-19 lotadas(Assista vídeo abaixo)

De acordo com um levantamento, até o final de manhã desta terça-feira (23), as UTI’s do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, Hospital Santa Casa e Hospital Municipal São José dos Pinhais estão 100% ocupadas. Já o Hospital do Trabalhador, que também estava lotado, informou que duas abriu duas vagas

Taxa de ocupação dos leitos de UTI em Curitiba. (Imagem: Reprodução/RIC Record TV)

Até segunda-feira (23), o Paraná registrou 14.948 casos confirmados do novo coronavírus e 460 mortes. Dessas 114 foram na capital, onde a taxa de ocupação de leitos de UTI já chegou a 79%.

O diretor de gestão em Saúde do Paraná, Vinícius Filipak, explica que essas vagas foram destinadas exclusivamente para pacientes com Covid-19, de modo que a pandemia não afete o atendimento de outras doenças ou urgências

“O Paraná tem hoje 1200 leitos de UTI adulto para o atendimento geral e, na data de hoje, temos 749 leitos, além desses 1200, que estão destinados exclusivamente para o tratamento de pacientes com Covid-19 confirmados ou suspeitos com doenças respiratórias. […] Esse montante de leitos, hoje com 59% de ocupação, mas isso não significa que todas as regiões do estado tem a mesma situação. Infelizmente, em algumas regiões existe uma ocupação proporcionalmente maior do que outras. Então na Região Metropolitana de Curitiba e na região oeste, em Cascavel, nós temos as situações que são mais preocupantes hoje”, diz Vinícius Filipak. 

O representante da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) ressalta ainda que além do longo tempo de permanência dos internados por Covid-19 nas UTI’s, a proporção de pessoas que precisam ser hospitalizadas também é alta, assim os dois fatores refletem diretamente na ocupação dos leitos dos leitos. 

“É necessário entender que cada paciente que interna em uma Unidade de Terapia Intensiva permanece de 13 a 15 internado, portanto, um leito poderá atender no máximo dois pacientes a cada mês. É preciso também levar em consideração, que a cada 100 pacientes novos de Covid-19, entre 15 a 20 precisariam de internação. É uma taxa preocupante, ainda existem leitos disponíveis em todas as regiões do estado. No entanto, nós temos observado um crescimento de incidência muito grande”, fala. 

Um sistema de regulação da Sesa, trabalha para realocar pacientes que precisa de UTI em hospitais de ainda tenham vaga

“O fato de termos três, dos dez hospitais de Curitiba e região metropolitana, com vagas lotadas, não significa que não há como internar. Existem vagas disponíveis em outros hospitais. Quem faz esse balanço de um hospital para outro, não é o próprio hospital, é a regulação que estabelece”, completa Filipak.

Ampliação de leitos

Filipak explica também que a ampliação de leitos de UTI’s para Covid-19 está prevista em alguns hospitais de Curitiba. No entanto, caso o número de pacientes continue aumentando, não haverá lugar para todos.

“Mas eu insisto, toda a ampliação tem um limite. Em algum momento, poderá haver a falta de leito no município para internamento. Aí, os pacientes precisarão ser direcionados para outros municípios. O que é um ato necessário, tecnicamente possível e seguro, mas é desconfortável e pouco adequado para as pessoas que precisam dessa internação”.

Em nota sobre a ocupação dos leitos, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) reforçou a importância da população colaborar com as medidas sanitárias, como o distanciamento social, uso de máscaras e higienização das mãos, para que o sistema de saúde não entre em colapso. 

“Médicos e demais profissionais da saúde estão trabalhando de forma incansável no enfrentamento da pandemia, mas é preciso o esforço coletivo para superação deste difícil momento”, diz parte da manifestação. 

Assista à entrevista com Vinícius Filipak: 

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