Coronavírus

Guarda Municipal morre de covid-19 um dia após protestos da categoria

Luiz Claudio Valadão Vargas, de 52 anos, estava lotado no Núcleo Regional do Boa Vista e era da 17ª Turma de Guardas Municipais

Daniela
Daniela Borsuk
Guarda Municipal morre de covid-19 um dia após protestos da categoria
(Foto: Reprodução/ Redes Sociais/ Sigmuc)

9 de abril de 2021 - 15:31 - Atualizado em 9 de abril de 2021 - 15:31

Faleceu, nesta sexta-feira (9), o guarda municipal Luiz Claudio Valadão Vargas, em decorrência de complicações causadas pelo coronavírus. O Sindicato dos Guardas Municipais de Curitiba (Sigmuc) lamentou a morte do servidor público pelo Facebook, um dia após protestos da categoria contra a interrupção da vacinação anticovid para os agentes de segurança.

Luiz Claudio Valadão Vargas, de 52 anos, estava lotado no Núcleo Regional do Boa Vista e era da 17ª Turma de Guardas Municipais. Veja a nota do Sigmuc na íntegra:

“É com imenso pesar que a categoria recebeu a notícia do falecimento do GM Luiz Claudio Valadão Vargas, lotado no Núcleo Regional do Boa Vista. Respeitado por todos os colegas, foi um grande profissional e ser humano. Sua falta já está sendo sentida por todos nós. Vargas, tinha 52 anos, da 17ª Turma de Guardas Municipais, foi mais uma vítima fatal da COVID-19, que vem assolando os profissionais da Segurança Pública que estão atuando na linha de frente. A diretoria do SIGMUC, manifesta seus mais sinceros sentimentos a todos os familiares e amigos. Que Deus conforte nossos corações neste difícil momento.”

Protestos

Na quinta-feira (8), representantes da categoria fizeram um protesto na frente da sede do Ministério Público do Paraná (MPPR) contra uma ação civil pública que quer suspender a vacinação das forças de segurança pública, que começaram a ser imunizadas na semana passada.

Em vídeo gravado no local do protesto, a presidente do Sindicato da Guarda Municipal de Curitiba (Sigmuc)Rejane Soldani, diz que a ação, movida pelo MPPR, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), e que contemplaria guardas e policiais em todo o Paraná, é um absurdo. Na ação, os Ministérios Públicos entendem que é necessário primeiro terminar a vacinação dos idosos, para depois iniciar a das forças de segurança pública.