Coronavírus

Ferramenta aponta regiões mais afetadas pela pandemia; veja como está seu bairro

A região do Pinheirinho, em Curitiba, é a mais afetada pela Covid-19 tanto na incidência de casos quanto na taxa de mortalidade

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações da UFPR
Ferramenta aponta regiões mais afetadas pela pandemia; veja como está seu bairro
Para os especialistas, a capital paranaense é um ecossistema maduro para fintechs e casa de grandes soluções como EBANX, Juno, Contabilizei e Bcredi (Foto: Pedro Ribas/SMCS)

9 de junho de 2021 - 21:27 - Atualizado em 9 de junho de 2021 - 21:27

Uma ferramenta criada por estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em conjunto com as universidades federais de Pernambuco (UFPE) e de Sergipe (UFS), constatou que a região do Pinheirinho, na zona sul de Curitiba, é a mais afetada pela pandemia do novo coronavírus tanto na incidência de casos quanto na taxa de mortalidade.

O estudo foi feito através da análise dos dados do Portal Monditerv Paraná Covid-19, realizado pela Rede Cooperativa de Pesquisa em Modelagem da Epidemia de Covid-19 e Intervenções não Farmacológicas (Modinterv).

O novo projeto se trata de um modelo matemático que compila dados publicados pelas secretarias municipal e estadual de saúde e pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O programa será lançado nesta quinta-feira (10) e disponibilizará, ao público em geral, informações da curva epidemiológica da pandemia em diversas localidades do estado do Paraná, além de dados detalhados do avanço da vacinação dos paranaenses.

O fato de o bairro Pinheirinho e seus arredores serem os mais afetados pela pandemia está relacionado ao número de pessoas que circulam diariamente por essa região. Para Maria Carolina Maziviero, professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPR, o terminal do Pinheirinho, responsável pela integração com municípios da região metropolitana como Fazenda Rio Grande e Araucária, pode ser um dos principais focos de disseminação do vírus.

“É fundamental prever intervenções rápidas e baratas nos terminais para mitigar a transmissão do coronavírus, além de ser imprescindível a revisão da gestão e do financiamento do transporte coletivo de modo a evitar as superlotações”

completa a arquiteta, que também integra o grupo interdisciplinar Ação Covid-19  e é uma das idealizadoras da iniciativa Paraná Contra a Covid-19

Além da circulação de pessoas, pesquisadores brasileiros do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) publicaram um estudo na revista The Lancet que demonstrou como a desigualdade social tem papel decisivo em mortes e em casos de Covid-19 no Brasil, uma vez que a população mais vulnerável tem menos acesso a saneamento básico e outros direitos básicos.

Curitiba

(Foto: Divulgação/UFPR)

A ferramenta aponta que, a cada cem mil habitantes, quase 13 mil foram infectados pelo novo coronavírus na região do Pinheirinho, que engloba esse e outros bairros próximos. A segunda maior incidência de casos ocorre na Cidade Industrial, com quase 12 mil contaminados. Os menores índices foram encontrados nas regiões do Cajuru e de Santa Felicidade, com nove e oito mil contaminados a cada cem mil habitantes, respectivamente.

(Foto: Divulgação/UFPR)

Com relação à taxa de mortalidade por Covid-19, a região do Pinheirinho também lidera com cerca de 365 mortes a cada cem mil habitantes. Em segundo lugar nesse aspecto está o distrito sanitário do Boqueirão, com 306 falecimentos. Santa Felicidade permanece no último lugar, com 205 registros a cada cem mil pessoas. Os dados utilizados nessas projeções são de 1º de junho.

Paraná

Ao analisar os dados do Paraná, os pesquisadores concluíram que a regional de Foz do Iguaçu é a principal acometida pela pandemia em incidência de casos e em taxa de mortalidade. A cada cem mil pessoas, aproximadamente 14 mil se contaminaram com o coronavírus e 292 faleceram em decorrência da doença na região. Assim como no caso da capital, o índice está relacionado à grande circulação de pessoas.

Seguindo Foz de Iguaçu na taxa de mortalidade está a regional de Paranaguá. De acordo com os registros, a cada cem mil habitantes da região, cerca de 11.500 se infectaram e 286 morreram. Já em incidência de casos, é a regional de Telêmaco Borba que ocupa a segunda posição, com mais de 12 mil ocorrências a cada cem mil pessoas. Contudo, o número de óbitos é menor, 259, fazendo com que o local fique atrás das regionais de Apucarana e Cornélio Procópio, além de Paranaguá e Foz do Iguaçu.

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