Coronavírus

Enfermeiros não entendem letra no laudo de comorbidade e mulher fica sem vacina contra a Covid-19

Segundo o esposo da mulher, a letra do médico que assinou o laudo estava ilegível aos profissionais da saúde da unidade de vacinação, que se recusaram a aplicar a vacina.

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações da Folha Vitória
Enfermeiros não entendem letra no laudo de comorbidade e mulher fica sem vacina contra a Covid-19
(Foto: Freepik)

23 de junho de 2021 - 14:18 - Atualizado em 23 de junho de 2021 - 14:18

Uma mulher de 36 anos não foi vacinada contra a Covid-19 na unidade de saúde de Serra Dourada, na Serra, no Espírito Santo, na manhã desta terça-feira (22). Mesmo se enquadrando no grupo de pessoas com comorbidades, os funcionários da unidade de saúde não entenderam a letra do médico que assinou o laudo que comprova sua doença, e recusaram a aplicação da dose.

 O esposo da mulher, um engenheiro de 38 anos, afirmou ao Folha Vitória que ela possui uma deficiência na válvula do coração e, por isso, o médico que a acompanha orientou que ela fosse vacinada o quanto antes. Mesmo com o laudo, a mulher foi rejeitada pelos enfermeiros na unidade de vacinação.

“O que eles alegaram que o que está escrito está ilegível no começo. Mas isso não é orientado, porque quando você pega uma receita, você vai na farmácia e, mesmo que a letra do médico seja ruim, você espera que o farmacêutico identifique. Normalmente é isso que acontece. E a gente chegou lá esperando que as pessoas identificassem”, relatou o engenheiro.

(Foto: Reprodução/Folha Vitória)

Por meio de nota, a Prefeitura da Serra informou que os profissionais que atendem nas salas de vacinação são orientados a observar todos os critérios elegíveis para vacinação e que, caso tenham alguma dúvida, sempre tem o enfermeiro responsável para orientações. 

A prefeitura lembrou ainda que, conforme código de ética médica, em seu artigo 11, os laudos têm que ser emitidos de forma legível e que o profissional que vacinar um usuário sem obedecer os critérios definidos pelo Ministério da Saúde pode responder criminalmente.

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