Coronavírus

Enfermeiras de Curitiba usam roupas da mulher maravilha para atender pacientes

Lucas
Lucas Sarzi
Enfermeiras de Curitiba usam roupas da mulher maravilha para atender pacientes
Foto: Reprodução/Lucas Sarzi/RIC Record TV Curitiba.

9 de junho de 2020 - 16:24 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:40

Em 2020, mudamos a nossa percepção sobre quem são os verdadeiros heróis. Com a pandemia do novo coronavírus, passamos a olhar para os profissionais da saúde com outros olhos. Em Curitiba, duas enfermeiras que atuam na Unidade de Saúde Salgado Filho, no Uberaba, resolveram trazer um pouco mais de leveza a toda essa tensão que a gente tem vivido.

“Ficou muito estressante o trabalho. Nós tínhamos que vestir várias roupas, todos os EPIs de acordo com o Ministério da Saúde, com a Secretaria Municipal de Saúde, e ficou difícil de fazer contato visual com as pessoas”, disse a enfermeira Marli Oliveira.

“Gerava clima de medo entre os pacientes. Optamos pelos pijamas com tema da mulher maravilha. Isso trouxe um clima mais leve“.

Marli Oliveira, enfermeira.

A ideia pode parecer até simples aos nossos olhos, mas tem feito muita diferença no dia-a-dia do posto de saúde. Principalmente na sala de vacinação, onde as enfermeiras atuam.

Melhorou muito a visão, de não chocar tanto o usuário quando vem receber atendimento. Foi uma forma de descontração, não só para os usuários, mas para nós também“, disse a técnica de enfermagem Simone Apolinário.

“Foi uma forma diferente que encontramos de deixar o ambiente mais leve“.

Simone Apolinário, técnica de enfermagem.
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Foto: Reprodução/Lucas Sarzi/RIC Record TV Curitiba.

Leveza em meio ao caos provocado pela pandemia

Essa forma diferente encontrada pelas enfermeiras para conduzir a luta diária contra o coronavírus se reflete no ambiente onde elas atuam. As crianças muitas vezes não percebem, pois as vezes são pequenas demais, mas quem traz o filho, sai mais leve.

Ao trazer o pequeno Pedro, de 11 meses, para vacinar, a mãe dele já percebeu o uniforme diferente das enfermeiras logo na entrada. Para Amanda Berger, é a leveza necessária para o momento.

“Me sinto mais segura, pois elas estão todas protegidas. A gente fica um pouco de medo de sair de casa e assim alivia um pouco a tensão, ainda mais sendo a mulher maravilha, uma super heroína, ajuda bastante”, comentou a mãe do pequeno.

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Foto: Reprodução/Lucas Sarzi/RIC Record TV Curitiba.

Heróis do nosso cotidiano, mas na essência “apenas” profissionais

A simplicidade da escolha das roupas personalizadas também se reflete na forma que as próprias enfermeiras lidam consigo mesmas. E quando questionamos se elas se sentem heroínas, a resposta surpreende.

Nunca me vi assim, não sinto que nós somos heróis. Somos profissionais, com qualificação científica e muito amor a profissão. Isso eu posso dizer, muito amor mesmo. Nasci para ser enfermeira“.

Marli Oliveira, enfermeira.

Qual vai ser o legado dessa pandemia?

O que elas já sabem, é que tudo que estamos vivendo vai se refletir lá na frente, num futuro bem próximo, em nossas próprias atitudes. “Não estamos só nos cuidando, estamos cuidando do nosso próximo e esse cuidado não é egoísta, vem para auxiliar quem está próximo de mim“, explicou Simone.

“O isolamento veio para mostrar que o amor e o contato físico é extremamente importante. Na enfermagem existe uma linha falando do contato físico, o quanto é importante para as pessoas isso. Traz suavidade na vida. O carinho traz alegria de viver“.

“Espero que a pandemia passe e a gente resgate essa questão do contato e do carinho“.

Marli Oliveira, enfermeira.
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Foto: Reprodução/Lucas Sarzi/RIC Record TV Curitiba.

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