Coronavírus

Desafio do Paraná é tornar a campanha de vacinação mais rápida que a delta

O estado confirmou a transmissão comunitária da variante, ou seja, quando o contágio já acontece entre pessoas sem histórico de viagem e sem que seja possível definir a origem da transmissão, no dia 28 de agosto

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações de Camila Andrade, da RIC Record TV Curitiba
Desafio do Paraná é tornar a campanha de vacinação mais rápida que a delta
Foto: Américo Antonio/SESA

5 de agosto de 2021 - 17:05 - Atualizado em 5 de agosto de 2021 - 18:02

Em coletiva de imprensa, realizada na tarde desta quinta-feira (5), o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, ressaltou a importância do andamento da campanha de vacinação anticovid para que o estado esteja preparado para disseminação da variante delta pelos municípios.

Segundo ele, a campanha de imunização está dentro do cronograma previsto e essa é a principal arma contra a delta. “Nossa vacinação do Paraná já bateu os 72%, praticamente, da população vacinável acima de e a nossa meta para o mês de agosto é chegar nos 80%. Nossa meta está mantida, o cronograma está mantido para agosto e setembro bateu 100% da população vacinável prevista no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra o Coronavírus”. 

Sobre a possibilidade de uma possível 3ª onda na alta de casos de Covid-19 causadas pela variante e, consequentemente, a superlotação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) exclusivos para a doença, o secretário se mostra otimista e ao mesmo tempo cauteloso.

“Neste momento, nos próximos meses não. Eu não vejo isso acontecendo na próxima semana, por exemplo, mas se tratando de coronavírus, todos os desdobramentos estão no radar porque nós já fomos surpreendidos com algumas elevações de números de casos, internamentos, falta de leitos de UTI, de enfermaria, quando a gente já achava que estava descendo. O coronavírus já nos deu mostram que ele não responde de maneira esperada, ele vai se comportando de maneira inesperada em diversas situações”,

declarou Beto Preto. 

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Cirurgias, atenção primária, mental e sequelas

Na entrevista, organizada para falar sobre a distribuição de doses da vacina no Paraná, o representante do governo também explicou que a administração da saúde estadual já está trabalhando para resolver quatro “efeitos colaterais” da pandemia. São eles: 

  • a retomada de cirurgias eletivas para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS);
  • a reorganização dos serviços de atenção primária da saúde;
  • a reabilitação dos pacientes que sofrem sequelas pós-covid;
  • a atenção à saúde mental dos sobreviventes da pandemia. 

“São quatro grandes desafios: a retomada de cirurgias eletivas para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS); a reorganização dos serviços da chamada atenção primária dos serviços de saúde, relacionada diretamente com o funcionamento das Unidades Básicas de Saúde, porque muitos municípios reordenam o trabalho dos seus servidores para atender a covid; terceiro eixo, reabilitação dos sequelados pós-covid e, por fim, a atenção a saúde mental das pessoas, depois de um ano e meio, muitas pessoas ficaram em casa, outras perderam familiares, fato é que até em respeito aos que perderam a vida, nós precisamos pensar também para tentar ampliar o acesso das pessoas a área de saúde mental”, explicou Beto Preto. 

Para finalizar, o secretário lembrou da importância da segunda dose da vacina e fez um apelo:

“Quem tomou a primeira dose, tome a segunda”,

Beto Preto.

Variante delta

A variante delta, originada na Índia em outubro de 2020, uma das variantes do SARS-CoV-2 que apresenta mutações genéticas múltiplas e é denominada uma “variante de atenção/preocupação” pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda não existem estudos que comprovem que ela seja mais grave ou provoque mais óbitos. 

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O que se sabe, de acordo com uma pesquisa do Imperal College, de Londres, é que ela é 97% mais mais transmissível que a cepa original do novo coronavírus e está causando uma explosão no número de casos de Covid-19 em todos os países onde chega. As projeções da OMS apontam que a variante delta deve se tornar prevalente no Brasil ainda no segundo semestre. 

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