Coronavírus

CPFs de pessoas mortas foram utilizados por fura filas da vacinação contra covid-19, aponta comissão

De acordo com as investigações, nos CPFs de Antonio Herminio da Silva e Benedito Augusto Rodrigues constam que ambos foram vacinados em fevereiro de 2021, porém nessa data, os dois já estavam mortos

Redação RIC Mais
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CPFs de pessoas mortas foram utilizados por fura filas da vacinação contra covid-19, aponta comissão
CPFs de pessoas mortas foram utilizados por fura filas da vacinação contra covid-19, confirma ALEP (Foto: Reprodução)

26 de maio de 2021 - 17:07 - Atualizado em 26 de maio de 2021 - 18:16

Uma comissão especial da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) que apura fraudes na fila de vacinação em parceria com órgãos federais e estaduais que fiscalizam o poder público, já identificou 90 CPFs fantasmas, de pessoas que estariam mortas e mesmo assim foram vacinadas nos últimos meses.

Segundo o presidente da Comissão Especial , Fernando Francischini (PSL), a Controladoria Geral vem fazendo cruzamentos dos CPFs de pessoas politicamente expostas e de pessoas que estão nos bancos de dados e constam certidão de óbito.

Em Umuarama, região noroeste do estado do Paraná, dois casos se tornaram públicos. O CPF de Antonio Herminio da Silva consta que ele foi vacinado no dia 08 de fevereiro de 2021. Entretanto, sua certidão de óbito mostra que ele faleceu no dia 04 de março de 2020. Ou seja, quase um ano antes da tal vacinação.

Benedito Augusto Rodrigues é dono de outro CPF fantasma utilizado por fura filas. “Vacinado” em 15 de fevereiro de 2021, sua certidão de falecimento mostra que ele veio a óbito a quase quatro anos atrás, no dia 24 de fevereiro de 2017.

Diante de tais casos, Francischini garante que está sendo solicitado informações aos municípios confirmando a vacinação e dados que falecidos.

“Estamos consultando e requerendo informações das prefeituras das mais de 30 cidades citadas nestes relatórios de investigação. Isso será importante como efeito preventivo. Aqueles que forem identificados tomando vacina usando fraude vão responder criminalmente para que possamos voltar a credibilidade da fila de vacinação”,

garantiu Francischini.

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