Coronavírus

“Brasil precisa urgentemente parar por 3 semanas”, afirma epidemiologista

O especialista afirmou ainda que 400 mil mortes poderiam ter sido evitadas no país se os protocolos de segurança tivessem sido seguidos corretamente

Aline
Aline Taveira / Produtora
“Brasil precisa urgentemente parar por 3 semanas”, afirma epidemiologista
(Foto: Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy)

24 de junho de 2021 - 16:40 - Atualizado em 24 de junho de 2021 - 16:40

O epidemiologista da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Hallal afirmou, nesta quinta-feira (24), que o Brasil precisa adotar lockdown total e restringir ao máximo a circulação de pessoas, pelas próximas três semanas, como medida para frear a onda de contágios e mortes pelo novo coronavírus. Em uma audiência pública promovida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o especialista afirmou, ainda, que o país deveria vacinar 1,5 milhão de pessoas por dia.

“Existem duas medidas que a gente precisa adotar para controlar a pandemia nesse estágio. A primeira, é vacinar, em média, 1,5 milhão de pessoas todos os dias. Felizmente, o Brasil conseguiu chegar nesse número algumas vezes, mas precisa chegar nesse número em média. Brasil precisa também, urgentemente, parar, integralmente, o país todo por três semanas, para que a gente consiga colocar os números lá no chão”, prosseguiu.

 No depoimento, Hallal afirmou que 400 mil mortes em decorrência da Covid-19 poderiam ter sido evitadas caso o Brasil tivesse adotado medidas de controle da pandemia, como vacinação eficiente, isolamento social e estímulo ao uso de máscaras.

Além disso, Hallal ressaltou que os estudos comprovam a eficácia da restrição da circulação na redução de casos da Covid-19. O pesquisador também cobrou sobre a lentidão na vacinação.

“Quero lembrar que ontem morreram mais de 2 mil pessoas no Brasil. A gente não tem que pensar no futuro lá na frente, a gente tem que pensar no futuro agora”, disse.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.