Coronavírus

Boletim mostra redução de casos e óbitos por Covid-19 no Paraná

Especialista aponta que, mesmo com a queda nos números de casos e mortes, é preciso manter os cuidados, como uso de máscara e distanciamento social

Redação RIC Mais
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Boletim mostra redução de casos e óbitos por Covid-19 no Paraná
(Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

17 de julho de 2021 - 12:30 - Atualizado em 17 de julho de 2021 - 13:43

O Paraná completou sete semanas seguidas de redução de casos de Covid-19 e seis no número de óbitos na variável de semana epidemiológica (período de sete dias que registra os casos e óbitos que efetivamente ocorreram naquele período). O balanço é em cima da confirmação do caso/óbito no dia, não na divulgação, que leva em consideração o atraso na notificação das prefeituras.

De acordo com o Informe Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde desta sexta-feira (16), nas últimas duas semanas foram registrados os menores números de casos novos em todo o ano de 2021. Com relação às mortes, a marca da última semana é a mais baixa desde fevereiro, segundo do Governo do Estado.

A tendência de queda de casos vem desde a semana epidemiológica 21 (de 23 a 29 de maio): 47.463 casos positivos foram registrados no Estado. Na semana passada, a 27a no calendário, o Estado chegou ao menor número do ano, com 16.430 novos casos, superando a anterior, que já tinha apresentado o acumulado mais baixo, com 17.547 novas confirmações.

Até então, o menor número de casos positivos no intervalo de sete dias tinha ocorrido entre 18 e 24 de abril, quando foram contabilizados 20.077 no Paraná. Esse número só subiu a partir daí, chegando ao pico na última semana de maio para, então, voltar a cair.  

Com relação aos óbitos, foram registradas 422 mortes na semana passada, menor desde fevereiro. A marca mais baixa, até aquele momento, tinha sido na semana epidemiológica 6 (7 a 12 de fevereiro), quando 410 pessoas morreram no Paraná.

Na comparação semana a semana, há uma redução dos óbitos no Estado desde o início de junho. Na semana epidemiológica 22 (de 30 de maio a 5 de junho), 1.257 morreram no Paraná por complicações da doença. Três semanas depois, o Estado saiu da marca de mais de mil óbitos por semana, com o registro de 874 falecimentos entre 20 e 26 de junho, continuando em baixa nas semanas seguintes.

Média móvel

 A média móvel de casos nesta sexta aponta redução de 44,5%; a de óbitos, baixa de 53,6%. Esse índice é da relação entre casos ou mortes do dia com os 14 dias anteriores.

(Arte: Divulgação/Governo do Paraná)

Contaminação

De acordo com a plataforma loft.science, que mede em todo o País o número médio de contágios causados por cada pessoa infectada com o coronavírus, o Paraná é o segundo Estado com a taxa mais baixa de reprodução eficaz (Rt) do vírus, com média de 0,7 nesta sexta-feira (16). Isso significa que cada 100 pessoas contaminadas pode infectar outras 70, indicando uma redução da pandemia no Estado.

O Rt indica a média de pessoas que serão infectadas pelo Sars-CoV-2 a partir de uma pessoa doente. Quando o Rt for igual a 1, a doença está estável. Quando é maior, há um crescimento no número de casos. Quando a taxa está abaixo de 1, há remissão nos contágios.

Desde o último pico, em 24 de junho, quando o Rt do Paraná estava em 1,48 (cada 100 pessoas contaminavam outras 148), a transmissão no Estado só reduziu, e desde 1o de julho está abaixo de 1. No domingo (11), chegou à menor taxa do ano, com Rt de 0,68.

Cuidados

Para Viviane de Macedo, que é doutora em Ciências, infectologista e professora do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP), mesmo com a queda no números de casos e mortes, é preciso manter os cuidados sanitários. “Ainda é necessário fazer uso de máscara, higienização de mãos e distanciamento social. Ou seja, não é possível ainda fazer aglomerações ou não adotar as medidas sanitárias, porque ainda há o risco da infecção já que temos apenas 20% da população imunizada completamente”, destaca.

A especialista aponta que ainda é difícil estabelecer uma data para o fim da pandemia por conta do ritmo lento de vacinação e da circulação de novas variantes.

“Se aumentássemos a porcentagem de pessoas vacinadas no país e, ao mesmo tempo, fizéssemos vigilância epidemiológica em relação às variantes existentes como por exemplo, com a realização de mais testes para Covid-19 e período de quarentena para quem chega no país, poderíamos ter a situação mais controlada e começaríamos ver a luz no fim do túnel”, explica Viviane.

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