Coronavírus

Beto Preto e Prefeitura de Maringá tranquilizam população sobre denúncia de vacinas vencidas

A prefeitura afirmou que o que ocorreu foi um erro na transferência de dados e Beto Preto pediu “cautela”

Daniela
Daniela Borsuk com informações de RIC Record TV
Beto Preto e Prefeitura de Maringá tranquilizam população sobre denúncia de vacinas vencidas
(Foto: Foto: Ari Lopes / RIC Record TV)

2 de julho de 2021 - 14:45 - Atualizado em 2 de julho de 2021 - 16:34

Nesta sexta-feira (2), após uma denúncia do jornal Folha de São Paulo sobre a aplicação de 3.536 doses de vacina contra a Covid-19 vencidas em Maringá, a Prefeitura da cidade e o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto, tranquilizaram a população. A prefeitura afirmou que o que ocorreu foi um erro na transferência de dados e Beto Preto pediu “cautela”.

Conforme a matéria da Folha, Maringá teria sido a ‘campeã’ do país na aplicação de doses fora da validade, de vacinas supostamente ministradas nos dias 22 de abril e 11 de maio, todos para primeiras doses. Os dados da Folha foram levantados com base em informações do Ministério da Saúde.

Em nota, a Prefeitura de Maringá afirmou que não houve vacinação de doses vencidas na cidade, e sim um erro no sistema do Sistema Único de Saúde (SUS) no momento da transferência de dados.

Veja a nota da Prefeitura na íntegra:

Sobre reportagem da Folha de S. Paulo que denuncia suposta vacinação contra covid-19 com imunizantes vencidos, Marcelo Puzzi, secretário da Saúde de Maringá, explica: “O lançamento no Sistema Conect SUS está diferente do dia da aplicação da dose. Isso porque, no começo da vacinação, a transferência de dados demorava a chegar no Ministério da Saúde, levando até dois meses. Portanto, os lotes elencados são do início da vacinação e foram aplicados antes da data do vencimento. Concluindo, não houve vacinação de doses vencidas em Maringá e sim erro no sistema do SUS.”

Em entrevista exclusiva para a RIC Record TV, o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou que o órgão irá verificar o que aconteceu, mas pediu por cautela para que não sejam emitidas opiniões equivocadas.

“Acabamos de receber essa notícia, em primeiro lugar em quero dizer que a nossa Central de Medicamentos do Paraná, onde as doses são recepcionadas e são armazenadas nos nossos refrigeradores, passam por grande verificação, prazo de validade, a questão de manutenção da temperatura, tudo isso foi feito e o nosso procedimento dentro do Cemepar é muito elogiado, inclusive. As doses que saíram de lá eu tenho certeza que não tinham nenhuma data de vencimento ultrapassada, vamos verificar o que aconteceu, vamos conversar também com a coordenação geral de imunizações do Ministério da Saúde e também checar qual será o procedimento”. 

Disse Beto Preto.

Ainda, Beto Preto relatou que o momento é de esperança, de aguardar o posicionamento das autoridades e orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Até para verificar também se a validade poderia ter sido estendida, as vacinas, por exemplo, da Janssen, tinham um prazo de validade de 90 dias, foi estendido pela Anvisa para 135 dias, vamos analisar, vamos ter cautela para não formar uma opinião equivocada. Ao longo deste dia, no mais tardar neste sábado, possivelmente, teremos uma posição oficial da Coordenação Geral do Ministério da Saúde, da própria Anvisa, e vamos verificar como proceder. Por enquanto, não há nada a temer, não há pânico que deva ser instaurado, os lotes estão determinados, vamos verificar o porquê essas vacinas foram aplicadas fora do prazo. Nós estamos em um momento de muita esperança, a vacina traz esperança, então vamos trabalhar com a hipótese de que tenhamos condições de manter essas vacinas.” 

Completou o secretário de Saúde.

O portal RIC Mais também entrou em contato com o Ministério da Saúde, que informou que nenhuma dose é entregue aos estados vencida e que acompanha rigorosamente os prazos de validade. Ainda, orientou que caso alguma dose seja aplicada vencida, não deverá ser considerada válida.

Veja a nota do Ministério da Saúde na íntegra:

“O Ministério da Saúde informa que nenhuma dose de vacina é entregue aos estados e Distrito Federal vencida. A pasta acompanha rigorosamente todos os prazos de validade das vacinas Covid-19 recebidas e distribuídas pela pasta. Conforme pactuado com Conass e Conasems, as doses entregues para as Centrais Estaduais devem ser imediatamente enviadas aos municípios pelas gestões estaduais. Cabe aos gestores locais do SUS o armazenamento correto, acompanhamento da validade dos frascos e aplicação das doses, seguindo à risca as orientações do Ministério.

Segundo a orientação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), caso alguma vacina seja administrada após o vencimento, essa dose não deverá ser considerada válida, sendo recomendado um novo ciclo vacinal, respeitando um intervalo de 28 dias entre as doses. O vacinado deverá ser acompanhado pela Secretaria de Saúde local.”

Atualização

Na tarde desta sexta-feira (2) a Prefeitura de Maringá se manifestou afirmando que as doses enviadas pelo Governo Federal foram aplicadas dentro do prazo de validade na cidade. Veja a nota: 

A Prefeitura de Maringá afirma que todas as doses enviadas pelo Governo Federal foram aplicadas dentro do prazo de validade na cidade. A Secretaria Municipal de Saúde mantém um processo de verificação da validade das vacinas que começa no recebimento da nota fiscal das mesmas, inserção no sistema e verificação no envio para as unidades de saúde e no momento da aplicação que tornam quase impossível o uso das mesmas fora do prazo de validade. 

A carteira de vacina informa os dados da aplicação da dose: lote e data de vencimento, como consta na imagem. Em caso de dúvida, verifique sua carteira de vacina!

Prefeitura de Maringá

(Foto: Divulgação | Prefeitura de Maringá)

O prefeito Ulisses Maia, pelas redes sociais, informou que para conferir a validade da vacina é só conferir a etiqueta colada na carteirinha de vacinação. 

(Foto: Divulgação | Prefeitura de Maringá)

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