Coronavírus

Associações lamentam ‘cargo pesado’ para comércios e empresas com novo decreto restritivo

Cacinor emitiu nota lamentando novo decreto restritivo do Estado e pediu fiscalização e combate contra festas clandestinas

Wilame
Wilame Prado / Repórter
Associações lamentam ‘cargo pesado’ para comércios e empresas com novo decreto restritivo
Associações culpam festas clandestinas pelo aumento de covid-19 e dizem carregar fardo pesado por conta de atitudes incosequentes. (FOTO: Aldemir de Moraes / Prefeitura de Maringá)

27 de maio de 2021 - 11:03 - Atualizado em 27 de maio de 2021 - 11:03

A Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Norte e Noroeste do Paraná (Cacinor) emitiu nota, na tarde de quarta-feira (26), lamentando o anúncio de novas medidas ainda mais restritivas envolvendo horário de funcionamento do comércio no Paraná.

“Membros da diretoria da Cacinor, representando mais de 30 associações comerciais e empresariais, clamam por medidas mais assertivas, envolvendo fiscalização pesadíssima, multa e até ações na esfera criminal para quem estiver, de fato, provocando aglomerações, inclusive se isso acontecer dentro de nossa área de atuação, que é o comércio a iniciativa empresarial”, cita trecho da nota.

Pelo aumento de casos de covid-19 e também pela lotação dos leitos, o Governo do Estado publicou terça-feira (25) novo decreto, que amplia ainda mais as medidas restritivas para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Entre as principais mudanças estão a ampliação do toque de recolher iniciando às 20h (e não mais 22h) e a suspensão das cirurgias eletivas nos hospitais públicos e particulares, pois há nova escassez de medicamentos para intubação. As novas regras começam na sexta-feira (28) e vão até 11 de junho.

Leia na íntegra a nota da Cacinor:

Governo do Paraná publicou um novo decreto restritivo, na noite de terça-feira (25), e a tendência é que a maioria dos municípios adotem as medidas ou façam decretos municipais baseados nas recomendações do Estado. Infelizmente, os comércios e as empresas voltam a ser punidos de maneira injusta por conta das aglomerações causadas em diversos lugares, principalmente em festas clandestinas e no transporte público. Por este motivo, a Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Norte e Noroeste do Paraná (Cacinor) lamenta as medidas anunciadas.

Conscientes da responsabilidade do poder público de responder a eventual crescimento de casos de covid-19 e também das superlotações dos hospitais com pacientes positivados após complicações causadas pelo vírus, membros da diretoria da Cacinor, representando mais de 30 associações comerciais e empresariais, clamam por medidas mais assertivas, envolvendo fiscalização pesadíssima, multa e até ações na esfera criminal para quem estiver, de fato, provocando aglomerações, inclusive se isso acontecer dentro de nossa área de atuação, que é o comércio a iniciativa empresarial.

O que não se pode mais suportar, além de tantas mortes que infelizmente nos deparamos diariamente por conta deste vírus, é o fechamento de empresas, é o desemprego, é a desestruturação de milhares de famílias que perderam o único sustento que era gerado pela atividade comercial e empresarial. Anunciar lockdown, restrição de horário de funcionamento dos comércios e até fechamento de alguns setores produtivos são escancaradamente decisões que estão visando mais benefícios políticos e menos benefícios para a saúde da população.

Como todos sabemos, o inimigo são outros. Eles estão nas festas clandestinas lotadas de pessoas consumindo álcool e drogas sem qualquer equipamento de proteção, como máscaras ou uso de álcool em gel. Os aliados da covid-19 estão em supermercados cheios, farmácias cheias e postos de combustíveis cheios simplesmente porque o poder público insiste em restringir horários de funcionamento. Os vilões são aqueles que furam fila de vacina, postergam a chegada de vacina e ainda praticam corrupção, desviando recursos que poderiam ampliar as vagas de UTI para nós, vítimas incapazes de lutar contra o novo coronavírus.

O maior perigo, infelizmente, ainda mora na consciência de cada pessoa que parece destemer a morte e sorrir para a derrocada de toda uma nação. Até quando suportaremos carregar este fardo pesado envolvendo tantas vítimas após complicações de covid-19 aqui no Brasil? Até quando?

A conta não vai fechar e estaremos todos, absolutamente todos, fadados a pagar um preço altíssimos depois que a pandemia passar, em meio ao caos do desemprego acelerado e da quebradeira de setores produtivos. Não restará nem mais geração de impostos para os governos, e até mesmo o funcionalismo público experimentará atraso salarial e cortes de cargos ininterruptamente se a economia continuar sendo deixada de lado. A Cacinor lamenta profundamente por tudo isso.

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