Coronavírus

Associação do segmento fitness contesta falas da secretária de Saúde de Curitiba sobre academias

“Eu venho aqui fazer um apelo pelo nosso setor. Já são mais de sete meses impedidos de trabalhar, empresas quebrando, pessoas ficando desempregadas, empresários desesperados pois não têm nenhum apoio”, disse o vice-presidente da Acaf

Daniela
Daniela Borsuk
Associação do segmento fitness contesta falas da secretária de Saúde de Curitiba sobre academias
(Foto: Divulgação/ Acaf)

29 de março de 2021 - 13:01 - Atualizado em 29 de março de 2021 - 13:01

Nesta segunda-feira (29), membros da Associação dos Centros de Atividade Física do Brasil (Acaf) realizam um protesto em frente à Prefeitura de Curitiba para contestar falas ditas durante a coletiva de imprensa do governo municipal realizada na última sexta-feira (26), sobre as medidas de enfrentamento da covid-19 na capital.

Conforme a assessoria de imprensa da Acaf, a Secretária Municipal da Saúde, Márcia Huçulak, teria “dado declarações inverídicas sobre o setor de escolas de natação e academias”.

Em um vídeo de resposta, o vice-presidente da Acaf Brasil, Edson Marcelo Lopes, fez um recorte do trecho em que Márcia afirma que as pessoas “têm dificuldade de se adaptar à este novo momento”. Em seguida, ela diz “na mesma pergunta do colega sobre as academias e as atividades esportivas, já dizia Darwin, sobrevive quem se adapta, nem o mais fraco, nem o mais forte, e a sociedade está resistindo à se adaptar”.

Após o recorte do trecho, Edson argumenta que as academias estão se adaptando. “Neste um ano de pandemia, nós fomos privados do trabalho por mais de sete meses”.

Veja o vídeo na íntegra:

“Nós nos adaptamos, primeiro construindo os protocolos mais rígidos e mais sérios de todos os setores. Depois quando nós recebemos autorização para voltar ao trabalho nós começamos a trabalhar, chamamos equipes, funcionários e clientes. Logo em seguida mandaram a gente fechar novamente, tivemos que fazer todo o processo, alugamos equipamentos, nós fizemos aula online, ficamos um bom tempo fechados, depois retornamos e veio um novo decreto para fechar”.

Relatou Edson.

O vice-presidente da Acaf informou ainda que cerca de 40% das empresas do setor fecharam definitivamente as portas. Ele reconheceu o bom trabalho feito pela Secretaria de Saúde no combate à covid-19, mas lamentou o “menosprezo pela categoria”.

Em outra parte do vídeo, o recorte é uma fala de Márcia comentando relatos de pessoas que se infectaram ao frequentarem academias de ginástica. “Quando você vê na Organização Mundial da Saúde, todas as pesquisas mostram esses ambientes como de alta transmissão do vírus”.

Em resposta, Edson diz que pesquisas mostram que academias são ambientes seguros e debate que o setor é responsável pela medicina preventiva. Ele ainda alega que o setor fitness precisa ser tratado como área de saúde.

“Nós cuidamos da saúde das pessoas e nós estamos sendo privados de ajudar o poder público a cuidar da saúde das pessoas […] nós fazemos parte da solução e não do problema, nós estamos sendo deixados de lado, até mesmo por falta de diálogo”.

pontuou Edson.

Para finalizar, Edson se colocou à disposição para participar de encontros com a Prefeitura para buscar caminhos para a reabertura das unidades. “Eu venho aqui fazer um apelo pelo nosso setor. Já são mais de sete meses impedidos de trabalhar, empresas quebrando, pessoas ficando desempregadas, empresários desesperados pois não têm nenhum apoio, então nós precisamos de soluções para o nosso setor, de apoio do governo municipal”.

Protesto

Para protestar de falta de apoio do governo, membros da Acaf decidiram fazer uma corrida em torno do prédio da Prefeitura, que vai contabilizar em 101 horas, durante a semana. Cartazes e faixas também foram colocados em frente à sede municipal para tentar sensibilizar as autoridades.

A redação do portal RIC Mais entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba e aguarda uma nota de posicionamento sobre o assunto.

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