Clarice Ebert
Vida Familiar

Por Clarice Ebert

Saúde
Clarice Ebert

Aos mestres com carinho!

Não precisam ser papai nem mamãe, apenas mestres generosos e benevolentes. Cientes de que estão ali para abrir cortinas diante de olhares curiosos e ávidos por conhecer as facetas desse mundo complexo, e em descobrir como nele processar a vida.

Aos mestres com carinho!
Aos mestres com carinho

14 de outubro de 2020 - 18:30 - Atualizado em 14 de outubro de 2020 - 18:30

Mestres para além da família

Para além da família, outras pessoas de referência farão parte da vida dos filhos: entre outros, os professores da escola. Nesse contexto extra familiar serão vividas inúmeras experiências significativas, que apresentarão aprendizados que provavelmente perpassarão pela vida inteira. Nem todos os professores serão uma extensão de papai e mamãe, ou seja, que acolhem, dão colo e apaziguam as guerras internas e externas. Alguns podem até mesmo ser a expressão do oposto, ao assumirem posturas aversivas e perversas, como as dos malévolos vilões dos contos de fadas. Mas, que bem-aventurança é encontrar mestres com posturas de nobres encantadores, que exercem o fascínio pelas riquezas dos aprendizados. Não precisam ser papai nem mamãe, apenas mestres generosos e benevolentes, cientes de que estão ali para abrir cortinas diante de olhares curiosos e ávidos por conhecer as facetas desse mundo complexo, e em descobrir como nele processar a vida.

Mestres que ensinam

O bom mesmo é encontrar mestres que entendem e percebem que ensinar é muito mais do que proporcionar competência técnica. Mestres que sabem, que para que as crianças e adolescentes de hoje possam ser bem sucedidos no mundo de amanhã é imprescindível que lhes seja viabilizada a conquista de aptidões e ética interpessoais também. Para isso é necessário estimular o autoconhecimento, direcionar a inteligência para o bem, desenvolver uma sensibilidade para si mesmo e para com os outros. Os mestres que assim ensinam, se engajam num processo de humanização de forma consciente e consistente.

Prestar homenagens é reconhecer

Prestar homenagens a quem ensina é reconhecer a generosidade de alguém que divide saberes. É prestar honra aos mestres, que se desdobram para alcançar uma linguagem decodificável para os seres curiosos e inquietos a quem encontram diariamente na sala de aula, seja no formato presencial ou virtual. É perceber quem ensina e se reinventa em suas criações para desvendar os fascinantes “mistérios” da ciência. Seja usando plantas, cartazes, desenhos, experimentos, vídeos, filmes, exercícios, jogos, leituras, poesias, teatros, músicas, canções, coreografias, danças, metáforas, histórias, enigmas, brinquedos ou brincadeiras.

Aos mestres com carinho

Manter saciados os olhares curiosos parece ser tarefa do impossível, mas mesmo assim, mestres tentam. Unida a essa insaciabilidade, está uma motricidade impelida a se mexer, remexer, brincar, andar, sentar, levantar e correr, e sempre de novo. E ainda tem a boca! Ah essa boca inquieta que quer falar, perguntar, responder e declamar, antes, agora e depois. Quanta vida, folia incontida, clamando por braços, abraços, mãos, pernas, pés e caminhos. Criar e armazenar na memória os aprendizados, ensinados pelo saber no afeto expressado, requer didáticas aprimoradas, métodos, processos e caminhos, e muitos. Mesmo que os mestres não sejam perfeitos, vale lembrar que o seu esforço merece respeito. Por isso, numa expressão de profunda admiração, nossa homenagem aos mestres, hoje e sempre, é com carinho! Gratidão!