Clarice Ebert
Vida Familiar

Por Clarice Ebert

Saúde
Clarice Ebert

A pandemia e a Estação Natalina!

A esperada Estação Natalina chegou, mas infelizmente a pandemia ignora o seu advento e embrulha seus presentes com as mesmas distâncias sociais postas ao longo do ano.

A pandemia e a Estação Natalina!
A pandemia e a Estação Natalina

19 de dezembro de 2020 - 11:17 - Atualizado em 20 de dezembro de 2020 - 10:48

A Estação Natalina

A esperada Estação Natalina chegou, mas infelizmente a pandemia ignora o seu advento e embrulha seus presentes com as mesmas distâncias sociais postas ao longo do ano. Mesmo que quiséssemos dar uma trégua para o distanciamento social, os alertas não arrefecem diante do bom velhinho, do tocar dos sinos, das aromáticas comidas, do colorido das luzes e das saudades do ajuntamento familiar.

Como seria boa uma trégua na pandemia

Os olhos e ouvidos laboriosos nas telas virtuais anseiam pela transição para o olho no olho e para o ouvido ao lado do ouvido. A ideia de trocar as gélidas máquinas conectadas wifi por afetuosos abraços da interação presencial, parece tão convidativa. Como seria boa uma trégua! Mas ainda não dá! Pelo óbvio e lógico: não é possível dar trégua a essa situação, por que o vírus não se entrega só por que estamos cansados dele e por que as festividades do Natal nos convidam. Precisamos seguir no cuidado social. Um cuidado que se mostra em intencionalidades que promovem a segurança e a solidariedade de uns aos outros. 

O Natal não será roubado

A ordem de se reinventar, segue sendo útil para a estação Natalina. Pode ser diferente, sem deixar de ser Natal. O Natal não será roubado só porque temos que promover o cuidado social. O espírito do Natal vai muito além da situação lastimável de nossas almas cambaleantes em busca de sentidos em eventos sociais. Quem sabe a pandemia, além de outros aprendizados, nos abre possibilidades para enxergar além, de que não precisamos nos enredar em consumismos alienantes e em festividades paliativas para experimentar o verdadeiro sentido do Natal.

Conexão com a Paz

Basta encontrar uma conexão com o Salvador, que traz consigo a paz. Para encontrar essa paz, requer-se uma mudança na direção do olhar. Ao invés de olhar para os espetáculos de fora é necessário olhar para dentro, para o mundo da interioridade. Ali onde os nossos diálogos internos nos mantêm atualizados de quem somos de fato e apontam para a necessidade de uma visita especial, que se achegue e aconchegue, mas que não vá mais embora. Que em nós faça sua morada permanente. Para isso, existe a Estação Natalina, para nos lembrar da necessidade que temos do Salvador.

Verdadeiro sentido do Natal

Assim sendo, mesmo estando em meio à situação desolada da pandemia, teremos o principal: Ele, que é o Príncipe da Paz. Com ele podemos experimentar uma paz que excede todo o entendimento, que transcende nossa razão e emoção, e carrega o Natal de verdadeiro sentido. Um sentido não narcísico, mas que se esparrama aos demais em ações de misericórdia, consolação e solidariedade.   

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