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Saiba como funcionam as pulseiras que “marcam” quem está com covid-19

A medida dividiu opiniões por Alvorada do Sul, no norte do Paraná. Até o momento, as pulseiras seguem sendo colocadas nas pessoas positivadas

Bruna
Bruna Melo / Repórter com informações de Daniela Calsavara, da RIC Record TV Londrina
Saiba como funcionam as pulseiras que “marcam” quem está com covid-19
Foto: João Ramondini

25 de junho de 2021 - 13:38 - Atualizado em 26 de junho de 2021 - 08:33

Uma ação da cidade de Alvorada do Sul, no norte do Paraná, vem chamando atenção. Foi decidido que pessoas positivadas para o novo coronavírus devem usar pulseiras que deixem explícito o quadro clínico. Desta forma, seria possível controlar a circulação dos moradores e frear o aumento de casos da doença.

As pulseiras são colocadas assim que sai o resultado dos testes. Elas só podem ser retiradas após o período de isolamento. Também são divulgados os nomes ou apelidos, idade e quanto tempo a pessoa deve ficar em casa sem contato com o mundo exterior. Todos têm acesso a essas informações pelas redes sociais da prefeitura de Alvorada do Sul.

Mesmo com a medida já implantada pelo prefeito Marcos Pinduca (PSD), a ação é considerada inconstitucional pelo advogado Rafael Carvalho. Isso porque tiraria a privacidade das pessoas. A exposição de nomes só deve ser feita entre órgãos públicos e “pode criar um preconceito“, como afirma Carvalho.

Entretanto, Valteir Bazzoni, secretário de saúde do município, disse que a medida continua vigorando. Em entrevista à RIC Record TV Londrina, ele disse que prefere responder judicialmente, mas, mesmo assim, “salvar uma vida”.

Atualização: O Ministério Público orientou Marcos Pinduca a não divulgar dados pessoais das pessoas infectadas. A atitude não vai de acordo com artigos da legislação e causaria exposição das vítimas. O uso da pulseira segue em vigor, mas sem a publicação dos nomes.

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