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Saiba como abrir as portas da sua empresa para o mundo

Gledson
Gledson James
Saiba como abrir as portas da sua empresa para o mundo

2 de novembro de 2018 - 00:00 - Atualizado em 15 de setembro de 2020 - 07:46

O RIC Mais MKT & TEC dessa semana recebeu a presença do Rodrigo Olmedo, sócio-diretor da uGlobally que tem como objetivo ajudar startups e scaleups de tecnologia a expandir para novos mercados, fazendo a conexão destas empresas com outros ecossistemas ao redor do mundo.

Veja a entrevista concedida exclusivamente ao Tendências e Tecnologia e assista à participação do Olmedo no programa. Vale muito a pena!

ENTREVISTA:

Como surgiu o negócio ?

Eu estou envolvido na área de negócios internacionais desde 2015, quando fui para o Canadá estudar marketing internacional e acabei ajudando uma empresa brasileira de rações a entrar no mercado local. A partir de então me apaixonei pela área e coloquei como objetivo pessoal ajudar empresas brasileiras a ganhar o mundo.

Nascemos como um spin-off de uma consultoria que auxiliava organizações a criar programas de inovação, a Cultivatech. Um dos programas que mais fizemos (e ainda fazemos) é o “Mindset Global”, no qual incentivamos empresas de tecnologia a desenvolver uma visão global em seus modelos de negócio.

Com o “Mindset global” nós percebemos que o modelo de internacionalização tradicional não funcionava para startups. O processo de consultoria que já conhecemos é muito mais lento, caro e menos dinâmico do que a realidade dessas empresas. Dessa maneira, nós desenvolvemos algumas  “leanstrategies” para a expansão internacional, incluindo um modelo extremamente novo até então – o soft-landing. Um programa de imersão em que a empresa passa uma semana em uma aceleradora internacional e recebe auxílio para validar seu modelo de negócio e criar estratégias de entrada para o mercado local.

Vimos um grande potencial nesse novo modelo e criamos uma empresa para focar nisso – a uGlobally. Em menos de 3 meses já tínhamos a possibilidade de enviar empresas para mais de 12 países, entre eles Portugal, Canadá, Holanda, Singapura, China, USA e outros. Hoje somos uma empresa Holandesa e já fizemos programas para a união europeia, governo da Holanda, Sebraes ao redor do Brasil e várias outras empresas nacionais e internacionais.

Quais foram os maiores desafios no início do negócio ?

A maior dificuldade que enfrentamos foi exatamente a barreira da cultura de negócios do Brasil – nós, brasileiros, não temos o costume de pensar internacionalmente, principalmente quando falamos de pequenas empresas.

Por conta desse comportamento, tivemos muita dificuldade em validar os programas que desenvolvemos – foram tantas as dificuldades que acabamos mudando a empresa para a Holanda.

O que as empresas buscam na uGlobally?

As empresas buscam um modelo mais rápido e eficaz para entrar em novos mercados.

Como você divulga a sua marca e expansão dos negócios?

Nós temos parcerias com atores muito fortes em ecossistemas ao redor do mundo – aceleradoras, espaços de inovação, etc. Só para citar alguns nomes: Sebrae de todo o Brasil, Startup Europe e o governo da Holanda.

Quais são as ações que geram maiores e melhores resultados para seus clientes? 

Sem duvida nenhuma são os soft-landings. A WeSquads, por exemplo, passou uma semana na Beta-I (maior aceleradora de Portugal e eleita a melhor aceleradora da Europa) com o objetivo de entender se Portugal fazia sentido para eles.

O programa conectou a empresa com potenciais clientes e parceiros e contou com varias reuniões estratégicas com mentores e especialistas. No fim das contas, o empreendedor da WeSquads viu tanto fit com o mercado que resolveu se mudar para Lisboa e hoje desenvolve a empresa a partir de lá.

Do outro lado, também tivemos casos como o de uma empresa Belga na área de InsureTech, a WeGroup, que foi para um soft-landing na Holanda e percebeu que o país não fazia o menor sentido para eles. De acordo com eles, “o programa nos economizou rios de dinheiro e meses de trabalho que gastaríamos para chegar na mesma conclusão que chegamos em uma semana de programa”.

De que forma a força da tecnologia/marketing digital contribuem para que empreendedores (clientes) driblem os desafios de alavancar vendas e tornarem-se conhecidos?

Nós usamos o marketing digital muito estrategicamente para fazer a validação de novos mercados. Uma das coisas que defendemos é que “ao invés de fazer uma pesquisa extensiva para descobrir se existe a demanda pelo seu produto naquele país, porque não criar uma landing page, divulgar e medir os resultados (cadastros, “sign up for more”, etc)?”.

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