Economia

RTI traz um boxe que trata de incerteza e atividade econômica

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

26 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 26 de setembro de 2019 - 00:00

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do Banco Central, divulgado nesta quinta-feira, 26, trouxe em um boxe estudo sobre “Incerteza e Atividade Econômica”. No estudo, o BC utilizou um painel com vários países para analisar a relação entre este dois fatores.

“A avaliação empírica mostra que ambas são significativamente relacionadas”, registrou o BC no boxe. “Em particular, os resultados mostram efeitos adversos significativos da incerteza sobre o consumo e a FBCF. Além disso, evidenciam o papel da incerteza em uma recuperação cíclica da economia: períodos com maior incerteza podem levar a uma recuperação mais lenta. Os resultados obtidos também evidenciam que a incerteza global tem efeitos relevantes e persistentes sobre os ciclos econômicos”, acrescentou a instituição.

FBCF

O RTI trouxe também um boxe que analisa a evolução recente da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no Brasil, passados dez trimestres desde o fim da última recessão. Segundo o documento, a absorção de bens de capital correspondia, no segundo trimestre de 2019, a menos de 70% do nível observado seis anos antes. Além disso, com exceção do segmento de outros equipamentos de transporte, todos os demais encontram-se em patamar inferior ao observado antes da recessão.

“Prospectivamente, a necessidade de reformas e ajustes na economia brasileira – especialmente aqueles voltados para o esforço de consolidação fiscal – amplia a importância do investimento privado para a recuperação sustentável da economia”, reforça o BC.

Segundo o RTI, esse processo deverá se beneficiar da recente redução dos prêmios de risco, das perspectivas favoráveis aos investimentos na área de energia e do avanço dos indicadores de confiança empresarial.

“Não obstante, a consolidação do investimento dependerá, também, de outras iniciativas que visam ao aumento de produtividade, aos ganhos de eficiência, à maior flexibilidade da economia e à melhoria do ambiente de negócios”, repetiu a autoridade monetária.

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