Coronavírus

“É muito difícil que volte”, diz Ratinho Junior sobre reabertura de escolas do Paraná no primeiro semestre

O governador Ratinho Junior voltou a dizer que o Paraná não está em quarentena, mas que pode adotar medidas mais drásticas caso o cenário mude

Gabriel
Gabriel Azevedo
“É muito difícil que volte”, diz Ratinho Junior sobre reabertura de escolas do Paraná no primeiro semestre
(Foto: Divulgação/AEN)

17 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 17 de abril de 2020 - 00:00

Sem antecipar uma data, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), disse que será difícil retomar as aulas presenciais nas escolas estaduais no primeiro semestre deste ano.

No Paraná, as aulas foram suspensas no dia 20 de março. A medida, que atinge 1 milhão de estudantes matriculados em escolas públicas do estado, foi tomada para evitar o contágio do novo coronavírus (covid-19). “Eu confesso que neste primeiro semestre é muito difícil que volte”, disse Ratinho Junior. O governador concedeu uma entrevista para Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp).

No dia 6 de abril, os estudantes da rede estadual de Educação do Paraná começaram a acompanhar as aulas virtuais disponibilizadas pela Secretaria da Educação e do Esporte (Seed). Os vídeos podem ser vistos pela televisão aberta – nos multicanais da RIC Record TV- e também online, pelo aplicativo “Aula Paraná” e pelo Youtube. Alunos que não têm acesso a internet ou a televisão, podem retirar as atividades quinzenalmente na escola, no dia da retirada da merenda.

Quarentena no Paraná

Na mesma entrevista, o governador Ratinho Junior voltou a dizer que o Paraná não está em quarentena. Mas que pode adotar medidas mais drásticas caso a população não respeite o isolamento social, por enquanto, recomendado.

“Nós não entramos em quarentena. Nós temos um decreto do que poderia ser mantido e o que teríamos que fechar por causa de aglomerações. Mas nosso decreto orienta o que deve ser feito”, disse.

“Pode ser que em algum momento nós vamos precisar entrar [em quarentena]. Quem vai dizer isso é a Secretaria de Saúde, conforme o volume de infectados e doentes”, explicou.