Coronavírus

Responsáveis por festa clandestina em Curitiba irão responder pelo crime, diz Beto Preto

Segundo informações, a confraternização reuniu mais de 500 pessoas em uma casa da capital paranaense

Caroline
Caroline Berticelli / Editora com reportagem de Thaís Travençoli da RIC Record TV, Curitiba
Responsáveis por festa clandestina em Curitiba irão responder pelo crime, diz Beto Preto
Foto: Montagem/RIC Mais

11 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:46

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou nesta segunda-feira (11) que os responsáveis por uma festa clandestina que ocorreu em Curitiba durante o fim de semana, em plena pandemia do novo coronavírus, irão responder por crime contra a saúde pública. (Veja vídeo abaixo)

Conforme ele, as imagens da confraternização que ocorreu em uma casa alugada na bairro Campo Comprido, e que teria reunido mais de 500 pessoas, já foram encaminhadas para a Polícia Civil e Polícia Militar a pedido do governador Carlos Massa Ratinho Junior. 

“Nós interrompemos aulas, interrompemos o comércio, diminuímos linhas do transporte coletivo e somos surpreendidos por uma situação como essa de 500 pessoas. E não é a única, existem outras, mas as polícias do Paraná já estão de prontidão. Vamos tomar as medidas necessárias e localizar os responsáveis porque isso é crime contra a saúde pública”, declarou Beto Preto. 

O secretário também pontuou que as pessoas que participaram da festa clandestina não colocaram apenas suas saúdes em risco, mas também a vida de seus pais, familiares e até colegas de trabalho, os quais muitas vezes estão cumprindo o isolamento necessário.

A falta de responsabilidade social e de preocupação com o próximo poderá ser sentida pelo sistema de saúde nos próximos dias, depois de passado o tempo incubação do novo coronavírus, quando as vítimas precisarem de atendimento médico

“Realmente trata-se de uma irresponsabilidade neste momento que estamos vivendo. Fatalmente, alguém que estava nessa festa, pode sim ser um portador assintomático do coronavírus e ter ajudado a transmitir. Então, cada atitude dessa, cada situação como essa, daqui a alguns dias a gente acaba sentindo no sistema de saúde, na porta da Unidade de Pronto Atendimento, do Hospital, a presença de pessoas com Covid-19”, disse.  

Beto Preto ainda fez questão de ressaltar que a situação atual é de exceção e, por isso, exige responsabilidade e um comprometimento de todos os cidadãos

“Ninguém é contra a diversão, não queremos ser aqui censores de nada, muito pelo contrário. Mas nós estamos em uma pandemia e a responsabilidade nesse momento, é uma responsabilidade muito maior do que em tempos convencionais. Nós estamos passando por um momento de exceção e a razão principal é de que o vírus da Covid-19 não consiga circular”, explicou. 

Distanciamento social no Paraná

Durante a entrevista, concedida ao programa Balanço Geral Curitiba, Beto Preto também reforçou a importância de que a população continue adotando as medidas de distanciamento social e isolamento domiciliar no Paraná, já que ainda não existe nenhum tratamento, remédio ou vacina contra o novo coronavírus.

“Com muito respeito eu insisto e tenho insistido, o isolamento domiciliar e distanciamento social são os únicos tratamentos eficazes que nós temos ao coronavírus nesse momento. Não é fácil ficam em casa dez dias, imagine 50, eu sei da dificuldade financeira, as situações são extremamente diferentes entre uma casa e outra. Mas neste momento, nós não conhecemos o comportamento deste vírus – já existem inclusive artigos científicos mostrando que de dezembro até agora, ele já sofreu mutações – nós não temos um medicamento efetivo, não temos um tratamento efeito comprovado, não temos vacina, nós precisamos pensar na saúde”, disse. 

Ele também lembrou que embora o Paraná tenha registrado uma adesão maior do que 40% ao isolamento social. O número ainda é baixo e o aumento de circulação de pessoas nos últimos dias irá refletir em um número maior de infectados pelo novo coronavírus e de procura por hospitais entre 15 e 20 dias.

“Tudo o que acontecer daqui 15 ou 20 dias será reflexo deste momento que nós vivemos agora. Principalmente, na semana do Dia das Mães. De ontem para hoje, foram mais 50 casos e alguns óbitos. Nosso números ainda são equilibrados, mas o frio e a chuva ainda não chegaram no Paraná e tudo isso nos preocupa”, ressaltou Beto Preto. 

Assista à entrevista completa: 

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