Coronavírus

Rede de Proteção de Curitiba pede que as pessoas não abandonem animais nas ruas por causa do coronavírus

Lucas
Lucas Sarzi
Rede de Proteção de Curitiba pede que as pessoas não abandonem animais nas ruas por causa do coronavírus
Foto: Divulgação.

31 de março de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:48

O estado de preocupação e vigilância trazidos pela disseminação do novo coronavírus pode resultar no aumento do abandono de animais. O alerta é da Rede de Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba. Por conta disso, a prefeitura resolveu se manifestar e pedir que as pessoas não abandonem seus bichinhos.

“Infelizmente isso acontece sempre que um cenário de dificuldades se apresenta, por que as pessoas passam a priorizar outras demandas”, confirma o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria do Meio Ambiente, Edson Evaristo.

O fato foi observado em outros lugares do mundo que tiveram a disseminação do vírus antes do Brasil. “E queremos evitar que o crescimento do abandono por aqui”, reforça o diretor.

Em casos extremos, como o do adoecimento do tutor, que precise fazer quarentena ou ficar internado em razão da infecção pelo novo coronavírus, é recomendado deixar o animal sob os cuidados de alguém de confiança ou em um local especializado neste tipo de serviço. Assim, sem que haja o abandono, ficam garantidos os cuidados para o bem-estar do pet.

Despesas extras

Algumas pessoas perdem parte ou toda a renda em momentos como os que a sociedade vive e, além de amor, carinho e atenção, os animais requerem cuidados que acarretam em despesas, especialmente quando vão ficando mais velhos. “Essa é uma grande causa de abandono. Animais bastante idosos ou com doenças crônicas, que demandam cuidados especiais”, observa o diretor Edson Evaristo.

Para ajudar nessa questão, há hospitais veterinários de universidades e clínicas veterinárias com serviços solidários na cidade. Estes espaços costumam atender, com melhores preços e condições de pagamento, animais de pessoas em vulnerabilidade social.

Na linha de cuidados preventivos, a prefeitura de Curitiba oferece, em parceria com a Residência em Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), orientação para a guarda responsável de cães e gatos, avaliação de saúde, vacinação, vermifugação, controle de ectoparasitas e encaminhamento para a castração. O serviço já possibilitou, desde 2018, o atendimento para mais de 8,2 mil cães e gatos da população curitibana.

Companhia em tempos de isolamento

O mais importante é lembrar que não há quaisquer indícios de que os cães e gatos transmitam ou possam ser infectados pela covid-19. Então, as famílias podem e devem ficar com os seus pets em casa, tomando os cuidados necessários antes e depois dos passeios ao ar livre.

“E já está mais do que comprovado que eles são ótimas companhias, especialmente em tempos de isolamento social”, observa Evaristo. Vale lembrar que abandonar animais é crime caracterizado pela Lei Federal n°9.605/1998 e infração ambiental municipal passível de multas (Lei 13.908/2011).

Que tal adotar um amigo?

O tempo maior em casa também favorece a adoção de um cão ou gato. “Pode ser uma oportunidade interessante para ajudar o pet a se adaptar ao novo ambiente”, diz o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna.

No Centro de Referência para Animais em situação de Risco (Crar), há mais de 35 pets já desverminados, vacinados, castrados e microchipados. O Centro oferece a opção de conhecer os animais pelos posts da página da Rede e agendar a visita para confirmação da adoção e retirada do pet. Tem também um número de WhatsApp para auxiliar na escolha dos animais que atende pelo 41 99963-0233.

Para efetivar a adoção será necessário apresentar documentos pessoais, comprovante de endereço e assinar um termo de compromisso no ato da retirada do animal. O Crar fica na Rua Lodovico Kaminski, 1.381, na CIC.