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Caso Layane: “reconstituição não foi boa para ele” declara advogado de defesa do réu confesso

Representante que solicitou a reconstituição alegou que o seu cliente caiu em contradições diversas vezes

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações do repórter Nader Khalil da RIC Record TV, Curitiba
Caso Layane: “reconstituição não foi boa para ele” declara advogado de defesa do réu confesso
(FOTO: REPRODUÇÃO/ RIC RECORD TV)

13 de fevereiro de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:51

A reconstituição do caso Layane ocorreu nesta quarta-feira (12), 23 dias após o crime que chocou São José dos Pinhais. A jovem de 19 anos foi encontrada morta em um área de mata da cidade, com parte do corpo queimado e quase sem roupa. Miguel Ângelo Duarte, de 24 anos, confessou o crime e foi preso após a polícia ter acesso a uma conversa entre ele e a vítima.

Nesta quinta-feira (12), acompanhado por policiais, o réu confesso refez o caminho do crime e contou detalhes de como teria acontecido. Entretanto, o advogado que solicitou a reconstituição acredita que a operação não foi positiva para o cliente “para ele não foi uma boa reconstituição”, devido às contradições durante a encenação.

“Quando houve o suposto golpe do mata leão, que ele passou pelo muro, jogando o corpo dela, uns 60 kg aproximadamente, e ele demonstrou conforme ele fez a locomoção até onde foi encontrado o corpo, não fecha”, contou o advogado José Valdecir.

Reconstituição do caso Layane

A reconstituição de como Layane foi morta é a resposta a um pedido feito pela própria defesa de Miguel, que insiste em afirmar que o réu cometeu o assassinato sozinho. Segundo o advogado José Valdecir, seu cliente está mentindo quando nega a existência de um segundo envolvido, principalmente, porque as evidência não condizem com sua versão. 

“Ele não está falando tudo que de fato aconteceu. Não é falta de eu ter perguntado a ele em todas as oportunidades. Ele se nega a falar e mantém que ele foi o único autor dos fatos”, diz o defensor. 

Mas, nesta nova etapa do processo, Miguel Ângelo manteve a mesmo posição dos outros dois depoimentos e garantiu que cometeu o crime sozinho. Durante a reconstituição, o réu teve muitas dificuldades para carregar o boneco, que era mais leve que Layane. Para jogar o corpo por cima do muro o homem teria causado ferimentos na jovem, batendo seu rosto com força no chão, o que causaria um hematoma, porém não havia marcas em Layane.

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Momento que Miguel Ângelo joga o corpo por cima do muro (FOTO: REPRODUÇÃO/ RIC RECORD TV)

No caminho entre o muro e o local onde o corpo de Layane foi encontrado, Miguel Ângelo chegou a cair três vezes por não aguentar o peso. O boneco utilizado na reconstituição até quebrou por causa das quedas e uma perita teve que improvisar na simulação. Entretanto, o réu garantiu que foi desta maneira e agiu sozinho.

“Daria uns 500 metros ou mais, ele carregando ela, aqui ele caiu três vezes. Quando passou, que saiu ali, onde teve a suposta agressão que ele relatou que ela partiu para cima dele e houve o mata leão, ele jogou ela pelo muro. O boneco bateu porque é uma altura razoável, ele não teve força suficiente para jogar esse boneco. E o boneco, nota-se, ele é menor, o peso menor, do que o corpo da vítima. Ali já começou a ter dúvidas, porque ele não teve força suficientes para jogar. No ele jogar o boneco bateu a cabeça no boneco e se fosse uma pessoa iria ficar um hematoma muito forte e ali começa às contraversões”, constata o advogado de defesa do réu.

Confira imagens e  mais detalhes da reconstituição:

O crime

A jovem não foi mais vista desde a noite de sábado (18) e seu corpo foi localizado no início da manhã de segunda-feira (20). em uma área de mata no bairro Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba.

Segundo a Polícia Militar, quando foi encontrada, Layane vestia apenas um sutiã, apresentava várias queimaduras, principalmente na barriga e nos braços e tinha a vários ferimentos na cabeça. “As roupas estavam longe do corpo, tinha um óculos de grau de cor rosa, uma corrente também e o corpo estava seminu, a uma distância de mais ou menos uns 10 metros do local onde estavam essas roupas”, contou o tenente Reginaldo Cason, da Polícia Militar.

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FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK LAYANE CZERVINSKI

A Polícia Civil chegou até Miguel depois que teve acesso a mensagens trocadas por ele e a vítima em uma rede social. Na conversa, os dois marcavam de se encontrar, entre o fim da noite de sábado e início da madrugada de domingo (19), nas proximidades da área de mata onde o corpo foi localizado.

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