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Reabertura do caso Adélio vai permitir se chegar “no final da linha”, diz Bolsonaro

Reuters
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Reabertura do caso Adélio vai permitir se chegar “no final da linha”, diz Bolsonaro
Adélio Bispo de Oliveira, de cabeça baixa, é escoltado em aeroporto de Juiz de Fora

5 de novembro de 2021 - 17:24 - Atualizado em 5 de novembro de 2021 - 17:25

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que a decisão judicial de reabrir o processo da facada nele vai permitir se chegar no “final da linha”, ao ressaltar que considera que o atentado “não foi da cabeça” de Adélio Bispo de Oliveira, que o esfaqueou em Juiz de Fora (MG) em 2018.

“Vamos ter quebra de sigilo telefônico e fiscal, vamos chegar no final da linha”, disse ele, durante evento no interior do Paraná. “Eu acho que não foi da cabeça dele”, reforçou.

Na quarta-feira, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com sede em Brasília, decidiu reabrir as investigações sobre as circunstâncias do atentado a Bolsonaro ocorrido durante a campanha de 2018.

O tribunal determinou a quebra dos sigilos do advogado Zanone de Oliveira Junior, que defendeu Adélio na época do atentado.

A conclusão das investigações oficiais do caso mostrou uma atuação solitária de Adélio, embora Bolsonaro insista que alguém teria arquitetado a ação criminosa.

MORO

Em uma estocada indireta no ex-ministro da Justiça e Segurnaça Pública Sergio Moro, Bolsonaro disse que o ex-titular da pasta não se empenhou em esclarecer o caso –ele fez essa mesma afirmação no depoimento que prestou na quarta-feira no inquérito em que é acusado de ter interferido na Polícia Federal. A suposta tentativa de interferência levou Moro a deixar o governo.

O presidente afirmou que agora a Polícia Federal tem um bom comandante e também um bom ministro da Justiça, diferentemente do passado.

Moro, que entrou para o governo no início da gestão e saiu em abril do ano passado após acusar Bolsonaro de tentar interferir na PF, vai se filiar na próxima semana ao Podemos para concorrer ao Palácio do Planalto, segundo uma fonte, e deverá ter o próprio ex-chefe como um dos adversários nas urnas.

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