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Rachel Genofre: assassino atraiu menina fingindo ser produtor de TV

O assassino afirmou ter matado Rachel Genofre porque ela começou a reagir e gritar durante o abuso sexual; confira!

Mirian
Mirian Villa
Rachel Genofre: assassino atraiu menina fingindo ser produtor de TV
A morte de Rachel Genofre foi em 2008 e a polícia fala em estuprador em série (Foto: RICTV Record TV)

25 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 25 de setembro de 2019 - 00:00

Durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25), a delegada Camila Cecconelo afirmou que Carlos Eduardo do Santos fingiu ser um produtor de programa infantil para atrair Rachel Genofre. “Naquele dia, ele chamou a menina para assinar os papéis no suposto escritório dele.”

Homem confessa assassinato de Rachel Genofre

Segundo Camila, em um primeiro momento o suspeito disse que preferia falar em juízo, mas os delegados explicaram que o exame de DNA já comprovava o crime e que a melhor opção seria ele dar a sua versão sobre o crime.

Para a polícia, Carlos Eduardo dos Santos afirmou que matou Rachel Genofre no mesmo dia que houve o abuso sexual e que tudo aconteceu no quarto do pensionato em que vivia, no centro de Curitiba.

Ela começou a reagir, começou a gritar e nesse momento ele acabou cometendo o ato sexual e acabou matando Rachel Genofre.”

Ele contou que ficou com medo de outras pessoas escutarem os gritos da menina e, por isso, acabou sufocando e a matando. Sobre o cabelo que foi cortado, segundo a polícia na época, Carlos Eduardo afirmou que puxou com força os cabelos de Rachel Genofre enquanto tentava reagir e que isso pode ter arrancado.

Mala com corpo foi deixada na rodoviária para não levantar suspeitas

Para os três delegados que realizaram o interrogatório, o assassino disse que a mala foi deixada na Rodoferroviária de Curitiba para não levantar suspeitas. “Disse que quis deixar o corpo na mala e que era um local que ele poderia transitar com a mala sem levantar suspeitas.”

Para a delegada, Carlos Eduardo disse que “ficou um tempo olhando para ver se ninguém aparecia e depois saiu, abandonando a mala com o corpo da Rachel Genofre”

Trajeto que levou morte da menina

De acordo com a  delegada Camila Cecconelo, o trajeto feito pelo assassino antes e depois do crime não será divulgado neste momento para preservar as investigações. “Nós estamos diante de uma pessoa que tem uma série de indiciamentos por estupro e costumava atacar vítimas dessa idade. Então, um exame vai dizer se estamos diante de uma pessoa com problemas mentais ou não.”

Em coletiva, a delegada afirmou que diligências estão sendo realizadas nesta semana para apurar a veracidade do depoimento de Carlos Eduardo dos Santos sobre a morte de Rachel Genofre. Além disso, ela afirmou que o assassino é divorciado, mas tem filhos.

“Não existem registros de denúncias de que ele teria sido investigado em algum momento. Trata-se de uma pessoa que não é do Paraná e que as testemunhas que conviviam com a Rachel não sabiam indicar que era do convívio da menina.”

Suspeito é identificado depois de 11 anos do crime

Carlos foi divulgado para à população como autor do crime no dia 19 de setembro de 2019. A identificação só foi possível em um trabalho conjunto com a integração da base de dados entre Paraná, São Paulo e Brasília.

O homem está na Penitenciária 2 da Comarca de Sorocaba e possui diversos crimes, incluindo suspeita de estupro, estelionato e adultério. Confira a linha do tempo de crimes do assassino clicando aqui!

Segundo informações da Sesp, o suspeito trabalhava como porteiro em São José dos Pinhais e diariamente fazia o mesmo trajeto que Rachel. Exames de DNA, com o material genético, comprovam a autoria do crime.

Rachel Genofre desapareceu após sair da escola

menina desapareceu no dia 03 de novembro de 2008, após sair da escola, que fica na Rua Emiliano Perneta, no centro de Curitiba, e foi vista pela última vez na Rua Voluntários da Pátria, próximo à Praça Rui Barbosa.

O corpo foi encontrado na madrugada do dia 05 de novembro, dois dias depois do desaparecimento, dentro de uma mala, embaixo de uma escada na Rodoferroviária de Curitiba. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a pequena foi estuprada, agredida, queimada com cigarro e morta por asfixia.

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