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Putin reitera seu apoio a Maduro, em visita do líder da Venezuela a Moscou

Redação RIC Mais
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25 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 25 de setembro de 2019 - 00:00

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reiterou nesta quarta-feira seu apoio ao governante venezuelano, Nicolás Maduro, que realizou uma visita surpresa a Moscou. “A Rússia tem sido partidária inequívoca de todas as autoridades legítimas da Venezuela, incluindo o presidente”, afirmou Putin ao receber o colega, que chegou um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tê-lo denunciado ante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

A Rússia tem sido um dos mais próximos aliados de Maduro, em meio a uma dura crise política e econômica que afeta o país sul-americano, e inclusive já lhe concedeu grandes créditos. Os dois governantes não falaram sobre nova assistência econômica para a Venezuela, mas Putin garantiu que o governo russo continuará a cooperar nas áreas de energia, saúde e abastecimento de alimentos.

Nos últimos dias, Maduro tem tentado melhorar suas relações com partidos da oposição, a fim de reestruturar o Conselho Eleitoral da Venezuela e realizar outras reformas, após o colapso nas negociações com o líder opositor e presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, considerado por muitos países o presidente legítimo.

Na terça-feira, os governistas venezuelanos encerraram seu boicote à Assembleia Nacional, em uma tentativa de recuperar influência no único poder controlado pela oposição. O fato representa um desafio para Guaidó, a quem a oposição diz que continuará a apoiar como líder legítimo após terminar seu mandato como presidente da Assembleia Nacional, no próximo ano.

Já nesta quarta-feira, a Controladoria Geral da Venezuela determinou o bloqueio de transações de Guaidó, acusando-o do suposto delito de lavagem de dinheiro. O controlador geral, Elvis Amoroso, partidário do governo e próximo a Maduro, apresentou supostas provas de depósitos de dinheiro “proveniente da lavagem de dinheiro” em contas de Guaidó. Amoroso disse que todas as entidades comerciais “devem se abster de fazer negociações” com o político. Controlada pelo governo, a Controladoria Geral é encarregada de revisar a gestão de todos os órgãos estatais e dos funcionários públicos. Fonte: Associated Press.

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