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Protestos em Wisconsin deixam 2 mortos em terceira noite de violência

Reuters
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Protestos em Wisconsin deixam 2 mortos em terceira noite de violência
Manifestantes se protegem durante confronto com a polícia em Kenosha, no Wisconsin

26 de agosto de 2020 - 08:14 - Atualizado em 26 de agosto de 2020 - 08:15

Por Brendan McDermid e Stephen Maturen

KENOSHA, Wisconsin (Reuters) – Uma terceira noite de protestos irrompeu em violência armada na madrugada desta quarta-feira em Kenosha, no Estado norte-americano de Wisconsin, deixando duas pessoas mortas e uma ferida, após um policial local disparar contra um homem negro no fim de semana, informou a polícia.

Vídeos publicados nas redes sociais mostraram cenas caóticas de pessoas correndo e gritando em meio a uma rajada de tiros, enquanto outras tratavam ferimentos à bala. A cena ocorreu após uma noite de confusão que parecia ter se acalmado depois que a polícia disparou gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os manifestantes que desafiaram o toque de recolher.

O tiroteio, que começou pouco antes da meia-noite, matou duas pessoas e feriu uma terceira, que deve sobreviver, afirmou o Departamento de Polícia de Kenosha em um comunicado.

Multidões perseguiram um homem correndo pela rua com um fuzil por acreditarem que ele havia atirado em outra pessoa. O homem foi golpeado com um chute depois que caiu no chão, e outro tentou agarrar sua arma. Ele parecia ter levado um tiro à queima-roupa e caiu.

Outro vídeo mostrou um homem que parecia ter levado um tiro na cabeça enquanto pessoas próximas tentavam tratá-lo, e outras imagens mostravam um homem com um grave ferimento no braço.

Kenosha é palco de protestos desde domingo, quando a polícia atirou nas costas de Jacob Blake à queima-roupa.

Depois de lutar com a polícia, Blake se libertou e se afastou dos agentes, dirigindo-se ao lado do motorista de seu carro, onde foi baleado depois de abrir a porta, de acordo com um vídeo que se tornou viral. Três de seus filhos estavam no carro, disseram testemunhas.

Blake, de 29 anos, foi atingido por quatro dos sete tiros disparados e ficou paralisado, “lutando por sua vida”, disseram sua família e advogados na terça-feira, horas antes de irromper a recente rodada de agitações civis na cidade.

(Reportagem adicional de Daniel Trotta, Kanishka Singh e Ann Maria Shibu)

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