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Governo lança programa Criança Feliz em todo Paraná

Guilherme
Guilherme Becker / Editor

18 de abril de 2019 - 00:00 - Atualizado em 18 de abril de 2019 - 00:00

Os governos estadual e federal trabalharão em conjunto para desenvolver ações de proteção à infância. A iniciativa foi confirmada nesta quinta-feira (18) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, e o secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

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Programa Criança Feliz

A parceria permitirá a implantação do programa Criança Feliz em todo o Paraná. De início, o governo federal disponibilizou R$ 1,2 milhão para iniciar as atividades e estimular o desenvolvimento de crianças, especialmente de famílias de baixa renda.

Ratinho Junior disse que a adesão do Estado ao programa mostra a união de esforços entre os governos estadual e federal, o que deverá ser uma constante na área social, segundo também afirmou Osmar Terra. “Vamos juntar forças para formar uma geração com um futuro melhor”, disse o ministro.

O governador Ratinho Junior explicou que os recursos serão usados no treinamento dos profissionais que vão visitar as famílias todas as semanas e fazer o acompanhamento das crianças para que tenham oportunidades reais na vida. O Infância Segura, para crianças de até 12 anos, vai dar assistência a vítimas de assédio moral, sexual e de bullying.

“O programa vai ajudar as famílias no estímulo do desenvolvimento das crianças em seus primeiros anos de vida, quando surge a maior parte das suas competências, e também na segunda infância”, disse o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost. “A infância é prioridade máxima no governo Ratinho Junior, assim como os idosos”, defendeu o secretário.

Ponto central

O ponto central do Criança Feliz é a visita semanal de técnicos às casas das famílias de baixa renda para acompanhar e estimular o desenvolvimento das crianças até os 3 anos de idade. O programa atende também crianças de até 6 anos afastadas do convívio familiar. Mas, no Paraná, será estendido para a chamada segunda infância, com atendimento a crianças de até 12 anos.

“Além do aspecto de saúde e assistência, a intenção desta ampliação é impactar também numa redução do número de adolescentes em conflito com a lei”, explica o diretor do Departamento de Assistência Social da Sejuf, Fernando Castellano.

“Aqui no Estado teremos convênios para criar ações de lazer e brincadeiras para crianças da comunidade nos municípios, com a implantação de brinquedotecas. Também estão previstos o acompanhamento de mães detentas e seus filhos no sistema prisional e a busca de parcerias com universidades para a inclusão de profissionais de enfermagem e de odontologia no atendimento às crianças”, completa o diretor.