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Professor que matou diretor da UENP é transferido para Cornélio Procópio

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

26 de fevereiro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 26 de fevereiro de 2019 - 00:00

O PROFESSOR MATOU O DIRETOR DA UNIVERSIDADE EM CORNÉLIO PROCÓPIO (FOTO: REPRODUÇÃO/RICTV)

Sérgio Roberto Ferreira, 60 anos, foi morto pelo professor, doutor em economia, Laurindo Panucci Filho com golpes de uma machadinha dentro de seu gabinete

Laurindo Panucci Filho, acusado de matar o professor e diretor Sérgio Roberto Ferreira em dezembro de 2018, foi transferido para Cornélio Procópio, no norte do Paraná, nesta segunda-feira (25). Ele matou o diretor com golpes de machadinha.

Homem que matou professor é transferido

O professor Panucci Filho estava preso em uma Penitenciária de Caiuá (SP), onde foi preso. Ele chegou durante a tarde e a Justiça determinou que ele fique em uma cela especial, separada dos demais presos.

A primeira audiência do processo está marcada para o dia 11 de março, quando devem ser ouvidas testemunhas do caso. Essa fase irá definir se Panucci Filho irá a júri popular.

O professor que matou o diretor de uma universidade foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) no dia 28 de dezembro de 2018 por homicídio triplamente qualificado – uso de meio cruel, motivo fútil e meio que dificultou a defesa da vítima.

Sérgio foi encontrado com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital (Foto: Reprodução/Rede social)

Assassinato na UENP

O crime ocorreu no campus da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) no dia 20 de dezembro. Na ocasião, Sérgio Roberto Ferreira, 60 anos, foi morto pelo  professor, doutor em economia, Laurindo Panucci Filho com golpes de uma machadinha dentro de seu gabinete.

No local do crime foi encontrada a advertência destinada ao professor e, por isso, a polícia logo desconfiou dele. De acordo com a denúncia, a motivação teria sido uma advertência da direção da universidade, recebida pelo criminoso, que foi preso em flagrante, horas depois, na cidade de Teodoro Sampaio, no interior paulista, onde continua detido.

Crime premeditado

Testemunhas afirmaram que Sérgio foi até seu escritório na universidade depois que o professor Panucci ligou para ele, por volta das 19h15, e solicitou que os dois se encontrassem. Mais tarde a polícia teve acesso ao conteúdo da ligação. (Ouça abaixo)

Professor Panucci: Alô, Sérgio.

Diretor da universidade: Oi.

Professor Panucci: Você tá na UENP?

Diretor da universidade: Não, eu vim embora. Saí agora há pouco daí.

Professor Panucci: Sérgio, precisava falar com você. Aconteceu um negócio. Precisava de um esclarecimento. Como posso falar com você? Por telefone vai ser difícil

Diretor da universidade: Laurindo, eu tô em casa, mas posso voltar aí.O que foi?

Professor Panucci: Então volta aqui, preciso conversar com você.

Diretor da universidade: Tá bom, tô indo.

Professor Panucci: Obrigado

Diretor da universidade: Tá, tchau, tchau.

Histórico de indisciplina

De acordo com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), já existiam várias reclamações de indisciplina contra Laurindo, e ele já havia sido advertido verbalmente. No entanto, a advertência que motivou o crime, era a primeira por escrito. O vice- diretor do campus também confirmou que o professor apresentava problemas de comportamento e indisciplina, mas afirmou que nunca ninguém desconfiou que ele chegaria em um ato tão extremo.    

“É um professor que sempre deu muito trabalho, de ordem administrativa, de ordem pedagógica, de comportamento. Ele se comportava muito dificilmente com os outros professores, com os alunos, com os superiores. Ele sempre exigia além do que as próprias regras permitiam”, afirmou André Luis Panfit, chefe financeiro da UENP, no dia do sepultamento de Sérgio.

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