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Família de professor morto em Ponta Grossa se revolta com suspeitos soltos “isso é justo?”

Crime aconteceu em dezembro de 2019 e os três suspeitos de participação foram identificados, mas estão fora da prisão

Guilherme
Guilherme Becker / Editor com informações do repórter William Bittar da RIC Record TV, Curitiba
Família de professor morto em Ponta Grossa se revolta com suspeitos soltos “isso é justo?”
(FOTO: REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

21 de fevereiro de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:54

O crime contra o professor Lucas Ferreira de Oliveira, de 39 anos, aconteceu em dezembro, na cidade de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná. Dois meses após o homicídio, a investigação identificou três pessoas que podem ter envolvimento na morte, entretanto nenhum está preso. A ex-mulher até chegou a ser presa, mas foi liberada. Agora, a família da vítima clama por justiça.

De acordo com a família de Lucas Ferreira, o professor, que morava em São Paulo, havia ido a Ponta Grossa para visitar o filho, que recentemente completou 5 anos. O garoto morava com a mãe, que era ex-mulher de Lucas, e o pai visitava o menino pelo menos uma vez por mês.

Em dezembro, Lucas foi até a cidade paranaense, porém, não retornou mais. O homem ficou desaparecido por sete dias e foi encontrado morto em uma mata no dia 22 de dezembro. A ex-mulher, Patrícia chegou a ser presa, revelou detalhes de onde estaria o corpo e apontou outras duas pessoas na participação do crime, entretanto já está solta.

“Com a participação dela nós conseguimos localizar o corpo da vítima. Ela indicou onde esse corpo poderia ter sido dispensado, pelos outros autores. Também levou a identificação desses outros dois que a polícia está atrás”, contou o delegado Jairo de Camargo.

Professor morto em Ponta Grossa

Após a prisão da ex-mulher, a polícia iniciou as buscas contra as outras duas pessoas que teriam envolvimento. De acordo com o delegado, os homens seriam o ex-namorado de Patrícia e um amigo. 

“Durante esses trabalhos começou a aparecer alguns documentos dessa vítima, em alguns locais da cidade. Uma carteira e identificamos que haviam feito uma compra com o cartão de crédito da vítima. A partir deste momento e também partindo do último local que ele foi visto, a polícia começou a desvendar a participação e como que foi a realização desse homicídio. Nós sabemos quem são os participantes, mas a motivação para termos com definitividade esclarecida, nós precisamos ter aí a versão destes dois, que a polícia ainda está no encalço”, declarou o delegado.

Apesar da ex-mulher saber detalhes importantes do crime, o advogado de Patrícia alega que ela foi informada pelo ex-namorado. “No curso da investigação ela recebeu um telefonema, isso foi pelo dia 18, 19 de dezembro, informando ela que o Lucas estava morto e que possivelmente estaria o corpo no local que se chama Chácara Santa Tereza, aí nas redondezas de Ponta Grossa”, revelou Davi de Paula Quadros, advogado de Patrícia.

mulher professor morto ponta grossa

(FOTO: REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

Família de vítima implora por justiça

Em São Paulo, Lucas Ferreira tinha família e estava noivo de outra mulher. Dois meses após a morte do professor e com nenhum suspeito preso, os parentes clamam por justiça e pelo bem do pequeno Miguel.

“No meio disso tudo tem o Miguel, que é uma criança de 5 anos, que teve o pai assassinado. Ele perdeu a única pessoa que poderia dar o melhor e o amor mais bonito que ele poderia receber. Tem uma música do Renato Russo, Ventos no Litoral, que ele adorava e eu amo também, que fala dos nossos planos que tem mais saudade.E os nossos planos eram lindos, nós já tínhamos uma história linda. Ele sempre falava que a nossa história era linda e deveria ser contada para todo mundo. Perdi o amor da minha vida, estou vivendo em um inferno e a pessoa que cometeu, que fez esse inferno está solta, e com o filho, com o Miguel. Isso é justo?”, suplicou a ex-noiva.

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