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Professor assassinado em Curitiba foi morto em crime similar ao Caso Daniel

Segundo a polícia, assim como o jogador de futebol, o professor foi executado de forma brutal depois de uma confusão ocorrida em um ‘after party’, ou seja, uma pós-festa em uma residência

Caroline
Caroline Berticelli / Editora

9 de dezembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:05

O professor Ronaldo Pescador, de 40 anos, encontrado morto no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba, no dia 1º de dezembro, foi assassinado em um crime similar ao caso do jogador Daniel Correa Freitas, segundo a Polícia Civil. 

Assim como o atleta, o professor havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica em uma festa, e na sequência, seguiu com várias pessoas para um after em uma residência, onde acabou morto de forma brutal após uma confusão.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) espera a autorização da Justiça para deflagrar mandados de busca, apreensão e prisão dos suspeitos.

O que já se sabe sobre o assassinato do professor

De acordo com Tito Lívio Barichello, o professor conheceu algumas pessoas em uma festa rave, que ocorria nas proximidades do local onde o seu corpo foi posteriormente abandonado, entre a noite de 29 e a madrugada de 30 de novembro. A vítima então aceitou ir para a casa de uma delas, que também ficava na região, para participar de uma continuação da festa

Na residência, cerca de quatro pessoas teriam entrado em uma espécie de quarto, entre elas Ronaldo, e, lá dentro, uma discussão teria se iniciado até que chegou ao ponto do professor ser golpeado com um martelo até a morte. 

O PROFESSOR FOI ASSASSINADO EM UMA RESIDÊNCIA E TEVE O CORPO ABANDONADO NO BAIRRO ALTO BOQUEIRÃO. (FOTO: REPRODUÇÃO/RIC RECORD TV)

Ainda conforme o delegado, pelo menos quatro envolvidos no crime já foram identificados, mas a polícia prefere não divulgar todas as informações para não atrapalhar o andamento do inquérito. 

“Todas as informações estão sendo mantidas em sigilo nesse momento e serão passadas à sociedade num momento oportuno. O que eu posso dizer pra você cidadão é que os criminosos serão presos, no seu momento certo, de acordo com a legislação desse país”, explicou Barichello.

Entenda o caso

professor foi encontrado morto dentro de seu próprio veículo, na manhã do dia 1º de dezembro, em um terreno baldio, no bairro Alto Boqueirão. Ele estava amarrado com fios elétricos, enrolado em um pedaço de carpete e com um body preto feminino na  boca.

Segundo a perícia, a vítima apresentava vários ferimentos no corpo e na cabeça, provavelmente causados por golpes de martelo. Na ocasião, também foram encontradas várias digitais no carro.

No dia 3 de dezembro, o delegado Barichello declaro que a investigação já estava avançada e que o professor havia sido torturado e assassinado com requintes de crueldade.

“Vamos deixar claro que se trata de um crime bárbaro porque a vítima foi torturada até a morte com requintes de perversidade”, declarou o delegado Tito Barichello nesta terça-feira (3).

Ronaldo era casado e tinha uma filha. Segundo a família, ele estava desaparecido desde o dia 28 de novembro.

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