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Procuradora de Londrina é exonerada após fazer 2 viagens internacionais enquanto estava de atestado

Conforme a defesa, a mulher enfrenta um grave quadro de depressão e recebeu orientações médicas para ficar com a filha e os netos, nos EUA, onde moram, para que fosse cuidada por eles

Redação RIC Mais
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Procuradora de Londrina é exonerada após fazer 2 viagens internacionais enquanto estava de atestado
(Foto: Emerson Dias/N.com)

14 de abril de 2022 - 17:43 - Atualizado em 14 de abril de 2022 - 17:43

A procuradora municipal de Londrina, no norte do Paraná, Márcia Rampazzo, foi exonerada do cargo após fazer duas viagens para os Estados Unidos enquanto estava de atestado médico. O documento com a medida foi publicado no Diário Oficial do Município de terça-feira (12).

Conforme o corregedor-geral, Jefferson Bento Costa, a corregedoria recebeu denúncias em 2019, sobre supostas irregularidades envolvendo a servidora. “Instauramos uma sindicância em 2019. Foram feitas apurações preliminares e, em 2020, instaurou-se o Processo Administrativo Disciplinar”, disse Costa.

As duas viagens feitas por Márcia tiveram duração de 20 dias. Por sigilo médico, o corregedor-geral não informou o motivo dos atestados. De acordo com Costa, a servidora também teria cometido outras irregularidades, como deixar de realizar uma atividade que lhe foi pedida e reiterada pela chefia do setor e uma “petição indevida pedindo a suspensão de prazos”, como comenta Costa.

O que diz a defesa

Em contato com o advogado de defesa da procuradora, Roger Trigueiros, ele informou que Marcia sofre de depressão grave e que “o problema existente é de saúde e não disciplinar. O órgão previdenciário municipal reconheceu, na última perícia realizada recentemente, que o caso da procuradora é de doença de trabalho e que a mesma adquiriu Síndrome de Burnout, determinando a aposentadoria da mesma”.

O advogado também ressaltou que a procuradora foi orientada pela médica que fosse visitar a filha e os netos que moram no exterior para ficar sob os cuidados deles e evitar que o marido perdesse o emprego, porque vinha se afastando do trabalho para ficar com a esposa.

A defesa informou que vai tentar reverter a decisão administrativa no Poder Judiciário.

A procuradora estava há cerca de 25 anos no cargo.

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