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Prestes a amenizar regras para a Inglaterra, premiê diz que pandemia não acabou

Reuters
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Prestes a amenizar regras para a Inglaterra, premiê diz que pandemia não acabou
Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, no Parlamento em Londres

12 de julho de 2021 - 10:02 - Atualizado em 12 de julho de 2021 - 10:05

Por Costas Pitas e Alistair Smout

LONDRES (Reuters) – O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pedirá cautela nesta segunda-feira quando confirmar os planos de descartar quase todas as restrições de Covid-19 remanescentes na Inglaterra a partir de 19 de julho, apesar de uma disparada de casos que atinge os níveis mais altos em meses

Na semana passada, Johnson delineou propostas para a eliminação das regras para o uso de máscaras e os contatos sociais e a instrução de trabalhar em casa quando possível, o que classificou como “via de mão única para a liberdade”. Ele anunciará sua decisão final em uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira

“A pandemia global ainda não acabou”, disse ele em um comunicado emitido na noite de domingo”.

“Os casos aumentarão enquanto reabrimos, então, ao confirmarmos nossos planos hoje, nossa mensagem será clara. A cautela é absolutamente vital, e precisamos todos ser responsáveis para não desfazermos nosso progresso.”

O Reino Unido tem um dos programas de vacinação mais rápidos do mundo, já tendo inoculado mais de 87% dos adultos com ao menos uma dose de uma vacina contra Covid-19 e 66% com duas.

O governo argumenta que o fato de que mortes e internações continuam muito mais baixos do que antes, embora os casos aumentem, é prova de que as vacinas estão salvando vidas e que é mais seguro reabrir.

Mas as semanas recentes testemunharam uma disparada notável de infecções, que atingiram taxas vistas pela última vez no inverno local, e alguns epidemiologistas expressam o receio de que a Eurocopa de futebol, encerrada no domingo, possa ter ajudado a impulsionar o aumento.

O Reino Unido, que é o 20º país em mortes per capita de Covid-19, relatou no domingo mais 31.772 casos e 26 mortes de Covid-19 até 28 dias depois de um exame positivo – elevações de 31% e 44%, respectivamente, no espaço de uma semana.

(Por Costas Pitas e Alistair Smout, e Emma Farge em Genebra)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759)) REUTERS ES

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