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Preso líder de quadrilha suspeita de clonar cheques

Redação RIC Mais
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18 de abril de 2018 - 00:00 - Atualizado em 18 de abril de 2018 - 00:00

(Foto: Divulgação/PC)

Bando conseguia os cheques originais de diversas formas

Uma quadrilha envolvida na clonagem de cheques foi presa na terça-feira (17) durante a operação “Loro”, desencadeada pela Delegacia de Estelionato de Curitiba.

Um homem, de 47 anos, apontado como líder desta organização criminosa foi detido em casa na cidade de Guarapuava.

De acordo com a polícia, em seis meses a associação criminosa, por meio da fraude, obteve mais de R$ 1 milhão.

A ação policial foi realizada de forma simultânea em Curitiba, Colombo, Londrina, Guarapuava, Camboriú, em Santa Catarina, e Ji- Paraná, em Rondônia.

Além do líder, quatro pessoas suspeitas de integrar o bando também foram detidas ao longo da operação. As investigações iniciaram há cerca de seis meses, depois que a especializada realizou a prisão de uma mulher suspeita de aplicar um golpe bancário, descontando cheques clonados. A partir desta prisão, com base nas informações, foi possível identificar o envolvimento de outras pessoas na quadrilha.

De acordo com investigações, o bando conseguia os cheques originais de diversas formas, uma delas era a compra desses cheques com pessoas que estavam em filas nos caixas eletrônicos, geralmente idosos.

Os cheques originais eram enviados para o líder da quadrilha, preso em Guarapuava, que por ser publicitário e desenhista, refazia os cheques com perfeição, adulterando os valores, código de barras e número de série. “Em seguida, os cheques eram enviados para outros membros do bando que tem a função de apresentá-los nos caixas para o desconto”, explicou a delegada-adjunta da DE, Vanessa Alice.

Conforme a delegada, os crimes iniciaram em Curitiba, mas o bando também atuou nos Estados de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e em várias cidades do Paraná. 

As investigações apuraram também que Batista orientava os demais membros do grupo e possuía um vasto conhecimento sobre operações bancárias e falhas nos sistemas antifraude dos bancos. 

Outras cinco pessoas já foram identificadas, porém permanecem foragidas. Durante a operação, as equipes policiais apreenderam diversos documentos falsos, cheques clonados (em processo de confecção), apetrechos para a falsificação, bem como computadores, impressoras de alta resolução e dois carros.

Os suspeitos responderão pelos crimes de estelionato, falsificação de documento público, associação criminosa e falsidade ideológica. Todos permanecem presos à disposição do Poder Judiciário.