Coronavírus

Casal que vendia álcool em gel e outros produtos falsificados é preso em Piraquara

Lucas
Lucas Sarzi
Casal que vendia álcool em gel e outros produtos falsificados é preso em Piraquara
Foto: Divulgação/Polícia Civil.

17 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:46

Um casal que fabricava e vendia álcool gel e outros produtos falsificados foi preso nesta semana pela Polícia Civil. Conforme as investigações, os dois mantinham uma fábrica clandestina no bairro Guarituba, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Eles foram presos com o apoio da Vigilância Sanitária da cidade.

A Polícia Civil informou que o homem de 47 anos e a mulher de 42 compravam insumos utilizados na produção de produtos saneantes (que são substâncias ou preparações destinadas à higienização, desinfecção ou desinfestação domiciliar, em ambientes coletivos e/ou públicos e no tratamento de água). A produção do álcool, por exemplo, era feita com base em “receitas da internet” que o homem teria encontrado.

Segundo as investigações, o homem, que tem curso superior em economia, não possuía qualquer conhecimento técnico para a fabricação dos produtos. Através das receitas que encontrou na internet, produzia as substâncias que diziam ser álcool em gel, água sanitária, alvejantes, sabão, entre outros produtos falsificados.

Casal manejava produtos perigosos à saúde

Junto com o casal, os policiais encontraram produtos como ácido e soda líquida para a preparação das misturas que eram vendidas como saneantes. Estes produtos, sem a devida técnica e obediência às normas estabelecidas para a produção, podem causar graves riscos à saúde e a vida das pessoas.

Exemplo um produto denominado pela dupla de “álcool perfumado”, que tinha um forte cheiro de tutti-frutti e eram envasados em garrafas de plástico descartadas de bebida energética, sem qualquer tipo de rotulagem ou orientação. Correndo o risco de ser deixado ao alcance de crianças, que poderia ingerir a substância atraída pelo odor doce.

O mesmo produto, conforme o próprio suspeito, era produzido com álcool 96º GL, o qual é inflamável e na forma líquida tem sua venda e distribuição proibida em mercados desde 2013, principalmente devido ao grande número de pessoas queimadas e que inclusive chegavam a morrer em consequência das queimaduras causadas pelo alto teor de álcool.

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Foto: Divulgação/Polícia Civil.

Se aproveitavam do desespero das pessoas pela pandemia

Para a polícia, a dupla se aproveitava da fragilidade do momento e desespero da população pela procura de álcool em gel em razão da pandemia do novo coronavírus. O casal vendia o produto falsificado pela internet e em grupos de WhatsApp. As vendas eram realizadas principalmente em Curitiba.

Os dois foram autuados em flagrante por falsificação ou adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, que é hediondo e inafiançável. Se condenados, podem pegar de 10 a 15 anos de prisão.