Notícias

Presidente da China pede reconhecimento mútuo de vacinas contra Covid-19

Reuters
Reuters
Presidente da China pede reconhecimento mútuo de vacinas contra Covid-19
FILE PHOTO: Meeting commemorating 110th anniversary of Xinhai Revolution in Beijing

30 de outubro de 2021 - 11:52 - Atualizado em 30 de outubro de 2021 - 11:55

PEQUIM (Reuters) – O presidente da China, Xi Jinping, pediu neste sábado o reconhecimento mútuo das vacinas contra a Covid-19 com base na lista de uso emergencial da Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com uma transcrição de suas declarações publicada pela agência oficial de notícias Xinhua.

Falando à reunião de cúpula do G20 em Roma por videoconferência, Xi disse que a China forneceu mais de 1,6 bilhão de doses de vacinas contra a Covid ao mundo e trabalha com 16 países para cooperar na fabricação de imunizantes

“A China está disposta a trabalhar com todas as partes para melhorar a acessibilidade e a viabilidade econômica das vacinas contra Covid-19 nos países em desenvolvimento”, disse Xi.

Ele reiterou o apoio da China para que a Organização Mundial do Comércio (OMC) tome uma decisão antecipada sobre a renúncia aos direitos de propriedade intelectual para as vacinas contra a Covid-19, e pediu que as fabricantes de vacinas sejam encorajadas a transferir tecnologia para os países em desenvolvimento.

Duas vacinas chinesas, uma da Sinovac Biotech, a CoronaVac, e outra da Sinopharm, foram incluídas na lista de uso emergencial da OMS.

Xi também pediu políticas para manter a estabilidade econômica e financeira global, dizendo que a China fortalecerá a coordenação da política macroeconômica e manterá a continuidade, estabilidade e sustentabilidade das políticas.

“As grandes economias devem adotar políticas macroeconômicas responsáveis para evitar efeitos colaterais negativos aos países em desenvolvimento e manter o funcionamento estável do sistema econômico e financeiro internacional”, disse ele.

Xi reiterou que a China trabalharia para atingir um pico de emissões de carbono até 2030, com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono até 2060.

(Reportagem da Redação Pequim, e de Winni Zhou e Andrew Galbraith em Xangai)

tagreuters.com2021binary_LYNXMPEH9T074-BASEIMAGE