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Prefeito eleito foi morto por se recusar a entregar cargos prometidos

Redação RIC Mais
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31 de janeiro de 2017 - 00:00 - Atualizado em 31 de janeiro de 2017 - 00:00

Foto: Carlos Soares/DPC

Ex-prefeito da cidade e presidente da Câmara de Vereadores foram presos suspeitos de encomendar a morte

De acordo com a investigação da Polícia Civil, o prefeito eleito de Piên, na Região Metropolitana de Curitiba, teve a morte encomendada por se recusar a oferecer cargos políticos na gestão que deveria iniciar em 1° de janeiro. Segundo a polícia, o ex-prefeito da cidade Gilberto Dranka e o presidente da Câmara, Leonides Maahs, encomendaram juntos a morte de Loir Dreveck por se sentirem traídos pelo colega de partido.

“Eles investiram muito dinheiro na campanha eleitoral de Loir e, na época, ele disse que cederia três secretarias para o presidente da Câmara e mais alguns cargos para o ex-prefeito. Depois que ele venceu a eleição, no entanto, voltou atrás e decidiu que os secretários seriam escolhidos por aptidão técnica e que cortaria mais da metade dos cargos comissionados. O então prefeito se sentiu traído e decidiu encomendar o assassinato”, explicou o delegado do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) Rodrigo Brown durante entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (31).

Dranka foi preso durante a manhã. Ao perceber o cerco dos agentes do  Cope, ele tentou se esconder no forro de sua casa em Piên. Já o vereador Leonides Maahs foi detido em flagrante por porte ilegal de munição e material para recarga. “Em depoimento, o mediador do crime e o autor dos disparos afirmaram que quem encomendou a morte do prefeito eleito foi Dranka e Leonides. Os dois têm participação direta no crime”, completou o delegado.

Quando Dreveck foi executado, em dezembro, Dranka declarou: “é uma grande perda para o nosso município”. Ele ainda cobrou investigação para identificar ‘o autor dessa barbárie’ e prestou condolências à família do político morto, chegando até mesmo a carregar o caixão da vítima.

A Justiça expediu catorze mandados, três deles de prisão temporária, outros três de condução coercitiva e, ainda, oito de buscas. Amilton Padilha, de 29 anos, suspeito de ter atirado contra Loir; e Orvandir Arias Pedrini, 44, que fez o contato entre os mandantes e o assassino; também foram presos.

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