Política

Voto impresso auditável: veja o que cada deputado paranaense pensa do tema

Dos 30 deputados paranaenses, 17 são a favor, sete contra e seis ainda não formaram opinião sobre o assunto. Confira quem são eles em cada grupo.

Giselle
Giselle Ulbrich com informações da RIC Record TV
Voto impresso auditável: veja o que cada deputado paranaense pensa do tema
Foto: Moisés Stuker

7 de julho de 2021 - 19:05 - Atualizado em 7 de julho de 2021 - 19:41

A proposta de voto impresso auditável, em tramitação no Congresso Nacional, pode ser votada na próxima semana. Mas o que cada deputado federal paranaense pensa do assunto? A equipe de reportagem da RIC Record TV foi saber a opinião deles.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) número 135 é de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL), e prevê a adoção do voto impresso auditável já a partir das eleições de 2022.

Confira a opinião dos deputados sobre o assunto:

Dos 30 deputados paranaenses, 17 são a favor:

Sete deputados se declaram contra:

Já os seguintes deputados dizem que ainda não definiram seu voto:

Trâmites

De acordo com a PEC, o artigo 14 da Constituição Federal passaria a ter a seguinte redação: “No processo de votação e apuração das eleições , dos plebiscitos e dos referendos, independentemente do meio empregado para o registro do voto, é obrigatória a expedição de cédulas físicas conferíveis pelo eleitor, a serem depositadas, de forma automática e sem contato manual, em urnas indevassáveis, para fins de auditoria”.

Depois do eleitor concluir o voto na urna eletrônica, pela PEC, ela deve emitir a cédula impressa, para que o eleitor confira seu voto e o coloque numa urna física. Isso, segundo o paranaense Paulo Martins, que preside a Comissão Especial de análise da PEC, permitiria a recontagem dos votos em caso de suspeita de fraude.

“É preciso dar confiança ao eleitor, de que o voto dele foi respeitado, que não há possibilidade de fraude”, disse Martins, deputado pelo PSC-PR.

Já o deputado Filipi Barros, (PSL), relator da PEC, disse que já consultou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a viabilidade de emissão de voto impresso pela urna eletrônica. Ele disse que, conforme o TSE, 50% das urnas disponíveis são adaptáveis para o voto impresso.

Para ser aprovada na Comissão Especial, a PEC do voto impresso precisa de maioria simples entre os 34 membros. Se isso acontecer, a expectativa é que ela siga para a votação em plenário já na próxima semana. E para que possa valer já nas eleições de 2022, todas os trâmites da PEC tem que estar finalizados em outubro.

“O tempo é uma construção política também. Se for vontade do Congresso, será possível sim”, afirmou Martins.

Caso a proposta chegue ao plenário da Câmara, serão necessários 3/5 dos votos dos deputados, ou seja: 308, em dois turnos para que o texto possa ser enviado ao Senado.

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