Política

“Virei boiola, igual maranhense”, diz presidente Bolsonaro

“Agora virei boiola igual maranhense, é isso?”, disse ao beber um copo de Guaraná Jesus, refrigerante de cor-de-rosa tradicional do Maranhão

Reuters
Reuters
“Virei boiola, igual maranhense”, diz presidente Bolsonaro
(Foto: Reprodução)

29 de outubro de 2020 - 12:14 - Atualizado em 29 de outubro de 2020 - 15:43

Durante passagem pelo Maranhão, nesta quinta-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro fez piada de tom homofóbico em uma parada não programada no município de Macabeira (MA).

No trajeto da capital, São Luís, até Imperatriz (MA), o mandatário parou para cumprimentar apoiadores, que ofereceram para o presidente um copo de Guaraná Jesus, refrigerante de cor-de-rosa tradicional do Estado.

“Agora virei boiola igual maranhense, é isso?”, disse ao beber o refrigerante. “É cor-de-rosa do Maranhão aí, ó. Quem toma esse guaraná aqui vira maranhense hein”, acrescentou. Sem máscara, o presidente causou a aglomeração de pessoas no local, onde posou para fotos. A interação foi transmitida ao vivo pelas redes sociais do chefe do Executivo.

Bolsonaro ainda insistiu na piada preconceituosa. Indicando a cor da bebida, ele questionou a multidão: “Que boiolagem é isso aqui?”. Nesta quinta-feira, 29, o presidente participou de visita técnica às obras de trecho da BR-135. Nesta tarde, Bolsonaro estará em Imperatriz (MA) para outra agenda de entregas de obras do governo federal.

Ainda na visita ao Maranhão, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que não existe corrupção em seu governo e dessa vez incluiu neste feito não apenas seus ministros, mas também os parlamentares aliados do governo.

“Estamos fazendo mais com menos. E como disse o senador aqui, não existe uma só notícia de corrupção em nosso governo. Isso devemos obviamente pelos ministros e pelos parlamentares que trabalham em conjunto visando um só objetivo, o bem-estar do seu Estado e do nosso Brasil”, discursou Bolsonaro ao participar da inauguração de um trecho da BR-135, em São Luís.

Há duas semanas, em uma operação sobre desvios de recursos da saúde em Roraima, a Polícia Federal fez buscas na casa do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), então vice-líder do governo no Senado e envolvido nas denúncias.

Os policiais fizeram uma busca pessoal no senador ao desconfiar que ele escondia dinheiro nas roupas e encontraram cédulas na cueca e entre as nádegas de Rodrigues.

Bolsonaro exonerou o senador da vice-liderança no mesmo dia, enquanto aliados tentavam distanciar o governo do escândalo alegando que parlamentares, mesmo sendo vice-líderes, não eram parte do governo.

tagreuters.com2020binary_LYNXMPEG9S1FY-BASEIMAGE

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.