Política

Vereador Renato Freitas é preso em praça de Curitiba

A confusão começou, segundo o parlamentar, quando ele foi atacado por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido); o vereador do PT foi encaminhado para a Central de Flagrantes

Redação RIC Mais
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Vereador Renato Freitas é preso em praça de Curitiba
Foto: Reprodução/Instagram renatofreitasvereador

23 de julho de 2021 - 19:34 - Atualizado em 23 de julho de 2021 - 23:50

O vereador Renato Freitas (PT) foi detido, pela Guarda Municipal, enquanto usava um megafone para discursar contra o presidente Bolsonaro, na Praça Rui Barbosa, no centro de Curitiba, no início da noite desta sexta-feira (23). (Veja vídeo abaixo)

De acordo com a Guarda Municipal, parlamentar foi preso por agressão física verbal e encaminhado para a Central de Flagrantes, no bairro Portão.

Na rede social de Renato Freitas, sua equipe compartilhou as imagens do momento da prisão e confirmou que ela ocorreu durante um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro.

Mais tarde, em entrevista coletiva concedida em frente à delegacia, Renato Freitas falou que a confusão começou quando ele falava ‘Fora, Bolsonaro’ e foi atacado por um apoiador do mandatário. “Ele voou em cima de mim para pegar o meu megafone, eu para trás, nesse primeiro momento eu não liguei muito e nisso ele me deu um chute. Eu coloquei a mão e falei: ‘Opa, aqui não. E daí, ele já veio bem louco querendo me agredir, eu fiz assim [estendi o megafone] num ato de defesa obviamente, numa reação automática quase eu bati com o megafone dele e bateu na cabeça dele de fato. Aí, ele ficou mais possesso, eu fui indo para trás, tentaram separar. Ele foi chamou a Guarda Municipal, a Guarda Municipal veio e eu expliquei a situação e tem uma câmera em cima. Eu Falei: ‘Olha, peguem as imagens e vocês facilmente vão ver quem iniciou a agressão. […] O fato é que eu fiquei com agressor, eu fiquei como réu de um situação que ele incitou.”

O vereador ainda lamentou a violência com que foi tratado pelos guardas-municipais:

“Não me deixaram explicar o que ocorreu e a guarda começou a me mobilizar, me agredir, me jogaram no chão, tem vários vídeos foi documentado, começaram a me agredir, me asfixiar. Pegaram o meu rosto e começaram a tirar foto como se eu fosse um troféu. Dentro da viatura ouviram música no último volume e vieram comemorando a minha prisão”,

disse o petista.

O que diz o PT

Em uma nota conjunta, o PT Curitiba e o PT Paraná repudiaram a prisão do vereador Renato Freitas e declararam que se tratou de uma ação irregular e preconceituosa das forças de segurança pública. Veja na íntegra: 

“NOTA DE REPÚDIO pela prisão do vereador Renato Freitas I Até quando?

O PT Curitiba e o PT Paraná repudiam veementemente mais uma ação irregular e preconceituosa das forças de segurança pública contra o vereador do PT em Curitiba, Renato Freitas, que está nesse momento detido no 8º Distrito Policial de Curitiba, no bairro Portão.

Até quando vamos sofrer tamanha humilhação e violência?

A prisão ocorreu enquanto Renato participava da atividade de convocação, na Praça Rui Barbosa, para o ato Fora Bolsonaro que acontece amanhã, 24 de julho. Ele foi detido pela Guarda Municipal de Curitiba por discursar contra Bolsonaro no megafone e pedir fim ao seu desgoverno.

Até quando esse regime de exceção vai existir? Basta!

O Partido dos Trabalhadores já está tomando todas as medidas para que mais essa injustiça contra o Renato seja desfeita o mais rápido possível.

Arilson Chiorato/Presidentes do PT Paraná

Angelo Vanhoni/Presidente do PT Curitiba

Não é a 1ª vez

No dia 4 de junho, o vereador já havia sido preso, enquanto praticava atividades físicas na Praça 29 de março, em Curitiba, por, segundo a fala dos policiais militares que fizeram a abordagem, “atrapalhar a ação da polícia”. Além de Renato Freitas, outro homem que estava com ele foi detido por perturbação do sossego porque estava ouvindo música em uma caixinha de som.

A situação foi registrada em vídeo e, nas imagens, é possível que o parlamentar questiona o motivo da prisão, pede para que não o toquem e é praticamente arrastado pela escadaria da praça 29 de março por três agentes, depois que resiste à condução.