Política

Um país em pandemia

Um país em pandemia

11 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 5 de junho de 2020 - 11:30

Demorou um pouco mais do que o previsto, mas o Brasil foi atingido em cheio pela Pandemia do novo Coronavírus. Até o momento mais de 11 mil brasileiros perderam suas vidas para o Covid 19. E infelizmente vai morrer muito mais. Os “especialistas” já consideram 50 mil mortes um número real. Vão dar graças a Deus se ficar abaixo das 30 mil vítimas. Uma mórbida realidade nos espera.

É fato que a única forma de diminuir a velocidade de contaminação do vírus é o distanciamento social.

Porém, a quarentena no Brasil é uma piada de mau gosto. Uma boa parte da população respeita as regras sanitárias. A outra simplesmente não pode respeitar, pois muitos não têm nem comida em casa.

Isso sem falar que a vida moderna que levamos é uma inimiga do distanciamento social. Quase 1/3 da população segue trabalhando de forma normal nos tais “serviços essenciais”. E adivinhe quem paga o pato? O trabalhador mais humilde, que não tem direito a quarentena, pois são eles que mantêm as cidades funcionando.

No resto do mundo a população se uniu no combate ao vírus. Aqui, como sempre acontece, virou disputa política. Ninguém se entende. E quem sofre as consequências é o povo.

O presidente chamou o vírus de “gripezinha”, em seu maior erro no governo até agora. A oposição tampouco ajuda. Em vez de exigir atitudes, mostrar soluções e cobrar respostas eficientes do governo, se preocupa única e exclusivamente com a guerra política. Todos só pensam nas eleições de 2022.

Governadores de todo o país alternam momentos de incompetência absoluta com devaneios sem sentido. Não existe lógica nem razão em nada. Todos seguem roboticamente o que outros políticos fazem. Não importa que os outros também não saibam o que estão fazendo.

Parece que nenhum deles se atentou ao fato de que o Brasil possui um território maior que a Europa (sem a Rússia). E que a realidade dos estados é completamente diferente, quase como se fossem países diferentes. Ou seja, o combate a Pandemia não vai funcionar da mesma forma em todo lugar.

O novo ministro da saúde falou isso logo que assumiu. Quase foi linchado em praça pública. Estava certo. Agora cada estado, cada cidade vai ter que se adaptar as batalhas que terá que enfrentar. E a falta de planejamento será paga com vidas.

Pra piorar, enquanto o vírus mata milhares de brasileiros, políticos corruptos fazem a festa com o dinheiro público destinado ao combate a pandemia. O mesmo respirador pode custar de R$ 25 a R$ 180 mil reais. Depende da vontade do comprador acertar as “taxas de sucesso” certas. Alguns canalhas já foram presos. Outros ainda serão. Até o final do ano políticos graúdos serão acusados de aproveitar as pilhas de cadáveres para enriquecer.

E se você acha que as coisas vão mudar após o fim da pandemia e o “novo normal” vai melhorar nossa situação, pode tirar o cavalinho da chuva.

Logo após a pandemia, a maior crise econômica da história vai nos atingir em cheio. E como ocorre em todo Tsunami, a segunda onda é mais devastadora que a primeira.

Vai piorar.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.