Redação RIC Mais
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21 de outubro de 2019 - 00:00

Atualizado em 21 de outubro de 2019 - 00:00

Economia

Apesar de crise no PSL, Reforma da Previdência é votada hoje (22)

Apesar de crise no PSL, a Reforma da Previdência deve ser votada nesta terça-feira (22) pelo Senado. A avaliação para um resultado positivo é do cientista político e professor da FGV, Marco Antônio Carvalho Teixeira.

Crise no PSL não afeta votação da Reforma da Previdência

Na sua avaliação, a crise no PSL mostra que a eleição do presidente da República deu certo mais por fatores alheios ao grupo, como a facada que recebeu em Juiz de Fora, na véspera do feriado de 7 de setembro. “A sensação é que estamos no pior dos mundos e é esse grupo que comanda o nosso País”, destacou. E no pano de fundo de toda essa crise está o milionário fundo partidário.

PSL nunca foi exemplo de coesão no parlamento, por isso, a realidade da votação da reforma da Previdência não deve ser alterada por conta de todo esse imbróglio. E como (a reforma) está tramitando no plenário do Senado, o efeito é menor, está tudo já precificado para o mercado“, disse o professor da FGV.

Para Carvalho Teixeira, independentemente do desfecho da crise, pois os ventos mudam a cada minuto, uma coisa é certa: tanto o PSL quanto Bolsonaro sairão menores desse imbróglio.

“Quando novela do PSL acabar, tanto sigla quanto Bolsonaro saem menor“, emendou, destacando o desgaste e as baixas que deverão ocorrer.

Votação sem segundo turno

A votação em segundo turno no Senado acontece nesta terça-feira (22). Entre os pontos, o texto estabelece a idade mínima de aposentadoria. Para ser aprovada, a proposta de emenda à Constituição (PEC) precisa de 49 votos favoráveis.

O texto da Reforma da Previdência que será votado prevê uma economia fiscal de R$ 800 bilhões em dez anos. A reforma foi aprovada em primeiro turno no último dia 1º, com um placar de 56 votos favoráveis e 19 contrários.

Desde que a medida chegou ao Senado, os parlamentares retiraram trechos do texto acumulando uma desidratação de R$ 133 bilhões na economia de uma década. Senadores ouvidos pelo Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, afirmam que as mudanças já chegaram ao limite.

Além de precisar dos 49 votos para aprovar o texto-base, o governo precisa da mesma quantidade de senadores para derrubar cada tentativa de desidratação. Se o número de senadores favoráveis à reforma cair ao longo da sessão, a votação de alguns destaques pode ficar para quarta-feira.