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PT quer que Lula vire ministro para escapar de Sérgio Moro

Redação RIC Mais
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9 de março de 2016 - 00:00 - Atualizado em 9 de março de 2016 - 00:00

Foto: Paulo Pinto/Agência PT

Para o ex-presidente, aceitar um cargo no governo passaria a impressão de confissão de culpa

O Partido dos Trabalhadores (PT) está pressionando o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva para que ele assuma um ministério no
governo de Dilma Rousseff. Mas, por enquanto, ele tem resistido. Com o avanço
das investigações da Operação Lava Jato, aliados de Lula acreditam
que ele poder ser a prisão decretada e dizem que ele precisa de foro
privilegiado. O assunto foi tratado na noite da última terça-feira (08), em uma
reunião entre Lula, Dilma e ministros, no Palácio da Alvorada. 

Caso o ex-presidente venha a ocupar um ministério, um eventual
pedido de prisão precisa ser autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o
ex-presidente não passa pelas mãos do juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato
na 1ª instância. Para petistas, a operação tem o objetivo claro de atingir Lula e
o PT, além de jogar combustível nas manifestações pró-impeachment contra Dilma.

“Aumentou no PT a pressão para que Lula assuma
um ministério, para tentar também esboçar uma reação do governo às
arbitrariedades que estão ocorrendo”, afirmou um amigo do ex-presidente. Para
Lula, aceitar um cargo no governo passaria a impressão de confissão de culpa.
Em agosto do ano passado, o PT já havia sondado o petista para ocupar um
ministério.

 

Diagnóstico

Apesar da pressão, a avaliação do ex-presidente sobre a
ação da Lava Jato contra ele é positiva. Lula foi levado para prestar
depoimento de forma coercitiva na sexta-feira (04) e agentes da PF cumpriram
mandados de busca na casa dele e também no Instituto Lula. “A partir de
agora, se me prenderem, eu viro herói. Se me matarem, viro mártir. E, se me
deixarem solto, viro presidente de novo”, disse Lula a mais de
um interlocutor.

O petista chegou a Brasília na tarde de terça-feira (08) onde
se reuniu com a presidente Dilma pela segunda vez em quatro dias.

*Colaboraram Carla Araújo, Erich Decat, Gustavo Aguiar e
Isadora Peron. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.